Há uma crise da acumulação de capital, embora acompanhada de uma forte concentração da riqueza. Essas são as duas características gerais da evolução atual do capitalismo tardio.
Muita gente vê nos BRICS um contraponto à ordem monetária dominada pelo dólar. No entanto, os factos são irrefutáveis: na cimeira dos BRICS, no Rio de Janeiro, não foi expressa qualquer vontade de romper com a divisa “americana”. A desdolarização está fora do horizonte visível.
Quais são as verdadeiras ligações entre inovação e crescimento? O economista Cédric Durand analisa os impasses intelectuais dos trabalhos sobre o tema de Philippe Aghion, recém-premiado pelo Banco da Suécia.
Num ano, as insolvências aumentaram 7,3%. Destaque para as telecomunicações com uma subida de 100%, a agricultura, caça e pesca com mais 65%, os transportes com mais 40%, e a indústria extrativa também com mais 40%.
Um estudo como uma metodologia inovadora, publicado na página do Banco Central Europeu, dá-nos uma lista de grandes multinacionais que desviam lucros para filiais sediadas em paraísos fiscais de forma a fugir aos impostos.
Mergulhada nos dogmas, em nome da reindustrialização, rearmamento e financiamento da economia ainda por demonstrar, a Comissão parece pronta a romper o cordão sanitário erguido após 2008. Corre o risco de restabelecer a chantagem entre o mundo financeiro e os Estados que um dia poderão ser novamente chamados a socorrê-lo.
O domínio económico dos EUA (e da Europa) foi enfraquecido ao ponto de existir um risco significativo de a China dominar dentro de uma geração. Daí que livre concorrência, mercados e comércio sejam abandonados pelo realismo de ganhar a batalha pelo poder político e económico por todos os meios necessários. É esta a natureza da nova geonomia.
O presidente dos EUA parece um louco mas segue uma estratégia económica aprovada por importantes grupos de poder e não deve ser subestimado. Esta tem três objetivos económicos: restabelecer a hegemonia do dólar, reduzir o déficit comercial e incentivar a repatriação das grandes empresas.
O projeto de Trump de reduzir impostos para ricos e cortar nos programas sociais é irresponsável, leva a taxas de juro mais altas, aumenta probabilidades de recessão e um dólar mais fraco. Lembra o mini-orçamento de Truss.
As tarifas de Trump não serão uma libertação mas apenas aumentarão a probabilidade de um novo aumento da inflação interna e de uma queda na recessão. Mesmo antes do anúncio das novas tarifas, havia sinais significativos de que a economia dos EUA estava a abrandar a um certo ritmo.
Mariana Mortágua quer que o Governo esclareça se tem política industrial e compromete dinheiro público em nome dela ou não tem uma política industrial para o país e deixa o mercado tomar as suas decisões.
À beira das eleições, as principais forças políticas negam o carácter estrutural da crise e não apresentam soluções convincentes. Não é de admirar a desilusão com a política ou o crescimento da extrema-direita, tal como se passou com o eleitorado dos EUA em 2024.
Mariana Mortágua reuniu com a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Autoeuropa para falar sobre os trabalhos em risco na Vanpro e a crise da indústria automóvel.
Apesar de um pequeno aumento das empresas nesta situação no ano passado, a situação tem-se mantido quase inalterada nos últimos cinco anos. Alojamento e restauração e transportes e armazenagem são os setores mais afetados.
Trump pretende reduzir impostos aos mais ricos, mais protecionismo e guerras aduaneiras e deportar milhões de migrantes. É difícil de prever o que concretizará. Mas avizinha-se um período com muitas turbulências económicas.
Em conversa sobre o livro O Regresso do Planeamento, Ana Drago explica a importância da intervenção estruturada do Estado na sociedade e da sua necessidade para enfrentar diferentes crises.
No seu trabalho, os laureados com o Prémio Nobel da Economia 2024 ignoram fatores como a produtividade, a acumulação de capital, as trocas desiguais, a exploração e quem controla o excedente.