Economia

Mais de um quarto das empresas portuguesas em falência técnica

17 de dezembro 2024 - 11:35

Apesar de um pequeno aumento das empresas nesta situação no ano passado, a situação tem-se mantido quase inalterada nos últimos cinco anos. Alojamento e restauração e transportes e armazenagem são os setores mais afetados.

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Restaurante.
Restaurante. Foto de Paulete Matos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2023, 26,3% das 512.751 sociedades não financeiras de Portugal tinham capital próprios negativos, ou seja, estavam em falência técnica.

A situação não é uma novidade, representando apenas um pequeno aumento de 0,3% face ao ano anterior. O Jornal de Negócios compila estes números e escreve que a percentagem se tem “mantido praticamente inalterada nos últimos cinco anos”, o que indica “um problema estrutural”.

Se em 2019, antes da pandemia, a percentagem era de 25,2%, no ano seguinte registou-se uma subida para os 26,1%, por causa da “deterioração da situação financeira e patrimonial das empresas” à conta da Covid-19.

Mas nos últimos cinco anos, mais de um terço das sociedades não financeiras tem tido resultados negativos. No ano passado, a percentagem deste tipo de empresas que apresenta resultados líquidos negativos também cresceu, atingindo 41%. A subida aqui é de 0,8 pontos percentuais face a 2022.

A falência técnica atinge sobretudo pequenas e médias empresas. Pelo contrário, entre as grandes empresas, apenas 4% se encontravam nesta circunstância.

Em termos de setores, é o alojamento e restauração que conta com a maior percentagem (40,7%), seguido dos transportes e armazenagem (34,3%). No espetro contrário, há menos falências técnicas na indústria e energia (21,8%) e na agricultura e pescas (22,3%).