Política

A líder da bancada da esquerda europeia diz serem "inaceitáveis" os negócios de bastidores em curso por parte das duas maiores forças políticas, que pretendem distribuir entre si as presidências da Comissão, Parlamento e Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Segurança.

O secretário-geral da CGTP desafiou Cavaco Silva a assumir “um papel mais do que de cumplicidade com a política do Governo”, demitindo-o após a derrota do PSD/CDS no domingo.

Marine Le Pen consolida-se como ponta de lança da extrema-direita e do avanço do populismo na Europa. As grandes famílias políticas europeias mantêm as suas posições. Conservadores ganham eleições mas sofrem significativo revés eleitoral.

Com a contagem dos votos praticamente terminada, Catarina Martins confirmou a eleição de Marisa Matias. Ainda que sublinhando que o “resultado obtido não foi aquele pelo qual lutámos”, a coordenadora nacional do Bloco frisou que "a representação que a Marisa fará no PE enche-nos de orgulho".  A dirigente bloquista felicitou ainda a CDU, PS e MPT pelos resultados alcançados.

Marisa Matias diz que o Bloco de Esquerda conseguiu o seu principal objetivo, ao manter a representação no Parlamento Europeu, mas reconhece que não teve um bom resultado por não ter conseguido a eleição do segundo eurodeputado. O Bloco manifestou preocupação com o crescimento da extrema-direita na Europa, mas congratulou-se com o crescimento do Partido da Esquerda Europeia.

Reagindo às primeiras projeções das eleições europeias em Portugal, a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, frisou que, a confirmarem-se estes resultados, existem duas notas a reter: “o Bloco continuará a ter voz no Parlamento Europeu”, e, pela primeira vez, “a direita unida obtém menos de 30% dos votos”.

O partido do candidato da esquerda à presidência da Comissão Eurpeia, Alexis Tsipras, terá vencido as eleições europeias na Grécia. Segundo as sondagens à boca das urnas, o Syriza obterá entre 26 e 30 por cento.

Ao votar neste domingo, Marisa Matias disse que estas eleições são uma “possibilidade única” para as pessoas “dizerem o que lhes vai na alma”. Por sua vez, Catarina Martins alertou: “A abstenção faz-nos ter menos representação. Faz com que sejamos menos a escolher”.

Marisa Matias acusou o governo de estar de joelhos, “prostrados face aos interesses financeiros, face aos interesses alemães” e apelou ao voto no Bloco de “todos e todas que votaram no PSD e no CDS e se sentiram traídos” e “das pessoas que votaram no PS e veem o seu socialismo morrer cada vez que Seguro ou Assis abrem a boca”. A concluir, a eurodeputada declarou: “Este é o tempo em que não podemos negar o que de mais evidente deve existir em democracia, a dignidade!”.

Marisa Matias visitou o Instituto de Biologia Molecular e Celular no Porto, onde denunciou o corte de 75% no financiamento nos últimos anos à instituição que é muito procurada para formar investigadores para trabalhar na Alemanha. 

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso denunciou o atraso na entrega da documentação necessária para votar nas prisões portuguesas, que fez muitos reclusos verem recusada a sua inscrição para votar nas eleições europeias. E estranha a recomendação da CNE aos presos para consultarem o número de eleitor no telemóvel, cujo uso lhes está vedado por lei.

A candidata do Bloco ao Parlamento Europeu esteve esta sexta-feira com as trabalhadoras despedidas da Lunik, à porta da fábrica em Santa Maria da Feira. A empresa diz que só vai pagar indemnizações a partir de janeiro, fracionando-as ao longo de dez anos.  

Manuel Carlos Silva, sociólogo da Universidade do Minho, explica as razões da sua candidatura enquanto independente nas listas do Bloco de Esquerda e sublinha a necessidade das convergências à esquerda para travar a austeridade e o domínio do capital financeiro

Marisa Matias acusou PS e PSD de terem feito uma campanha de “birras quezilentas” para afastarem as pessoas destas eleições europeias. E desafiou os que pensam abster-se a protestar nas urnas, “cortando onde mais dói ao Governo: nos votos”. João Semedo, Shahd Wadi, Fabíola Cardoso e Jose Manuel Pureza também falaram neste comício em Coimbra, onde Alfredo Barroso veio apelar ao voto no Bloco no próximo domingo.

Apresentando-se como “militante nº 15 do Partido Socialista”, Alfredo Barroso foi apoiar o Bloco de Esquerda numa intervenção muito aplaudida no comício em Coimbra, com críticas fortes ao tratado orçamental e alertas sobre as promessas do PS de futuros acordos de governo com os partidos da direita.