GUE/NGL defende transparência na escolha dos lugares de topo da UE

27 de maio 2014 - 15:47

A líder da bancada da esquerda europeia diz serem "inaceitáveis" os negócios de bastidores em curso por parte das duas maiores forças políticas, que pretendem distribuir entre si as presidências da Comissão, Parlamento e Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Segurança.

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Gabi Zimmer, eurodeputada alemã do Die Linke, lidera a bancada da esquerda que mais cresceu nas eleições de 25 de maio.

"Os acordos de bastidores para os líderes da Comissão, Parlamento e para o sucessor de Catherine Ashton enquanto Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Segurança são inaceitáveis. Exijo um processo transparente sobre estes cargos dirigentes e discussão sobre alternativas políticas com todos os grupos políticos democráticos a serem ouvidos e consultados", declarou Gabi Zimmer, a eurodeputada alemã do Die Linke que lidera a bancada do GUE/NGL, de que fazem parte Bloco de Esquerda e PCP.

A líder do GUE/NGL acrescentou que "qualquer candidato que apoie entidades como a troika, com as suas desastrosas políticas de austeridade, não irá receber o nosso apoio". Para a representação da esquerda europeia no Parlamento Europeu, os critérios para apoiar candidatos aos altos cargos irão passar, por exemplo, por "um compromisso claro de oposição ao Tratado de livre comércio com os EUA (TTIP)". Mas para isso é necessário que haja "um debate inclusivo sobre os grandes temas" antes de escolher os ocupantes dos cargos de maior responsabilidade. "Os dias dos acordos de bastidores já deviam ter acabado há muito tempo", conclui Gabi Zimmer.

Numa reação às estimativas que apontam para um reforço do GUE/NGL no próximo mandato, Gabi Zimmer prometeu que nos próximos cinco anos "o nosso reforçado grupo lutará por empregos, igualdade, solidariedade social, desenvolvimento económico sustentado, por conter o TTIP (tratado de livre comércio com os Estados Unidos) e por uma Europa de paz e direitos cívicos".

A presidente do GUE/NGL recordou que "as políticas recentes dos dirigentes europeus devastaram as nossas sociedades e conduziram as nossas economias aos limites, especialmente como reacção às crises económica, financeira, social e ambiental". Gabi Zimmer acrescentou que "os principais desafios para a esquerda são os de acabar com a austeridade e enfrentar o crescimento perigoso da extrema direita".