Política

No debate entre Catarina Martins e Francisco Rodrigues dos Santos foram marcantes as diferenças, com a coordenadora bloquista a criticar a defesa da privatização dos transportes pelo CDS e a acusar a direita de "retirar soberania e capacidade de investimento" ao país.

A Comissão Nacional de Proteção de Dados multou a Câmara de Lisboa no processo de divulgação de dados pessoais de ativistas que convocavam manifestações. Executivo de Moedas diz que multa “coloca em causa opções e apoios sociais”, Bloco afirma que esta posição é “totalmente despropositada”.

A Confederação dos Agricultores de Portugal diz que estes partidos são “anti-agricultura, anti-mundo rural”. O deputado Ricardo Vicente responde que “há muitos anos que a CAP se julga dona dos subsídios da PAC”, mas que o Bloco com as suas propostas estragou “o festim que habitualmente era silencioso”.

Num dia dedicado ao direito à habitação, Catarina afirmou que “faltaram soluções para os problemas das pessoas” no debate entre Costa e Rio. E defendeu que o voto popular vale mais do que as declarações de quem “diz tudo e mais alguma coisa para tentar exigir maioria absoluta”.

A solução da direita é “privatizar tudo” e o PS “não tem querido avançar”. Assim, afirmou Catarina Martins em reunião com a Federação Nacional dos Médicos, “só com um PS que seja obrigado a negociar e com um Bloco como terceira força política é que encontraremos soluções” para o SNS.

Costa acenou com um Orçamento chumbado e disse que Rio é um perigo para o país por ser “insensível”. Rio acenou com um bilhete da TAP e contrapôs que o perigo era o cenário em que o Bloco viesse a ter ministros.

No debate mais aguardado da pré-campanha, houve troca de acusações. Mas correspondem à verdade? Vamos aos factos.

Na Conferência do JN/DN, dedicada à regionalização, Catarina relembrou que as desigualdades do país são provocadas por “uma economia do privilégio” e que o processo de regionalização terá de a combater através do reforço dos serviços públicos perdidos nas últimas décadas no interior do país.

O partido reuniu com a ATMU e entregou um memorando assinado que expressa o compromisso com as lutas pela descontaminação das casas, pela defesa da saúde das famílias afetadas pela radioatividade da mineração e pela construção do Museu Mineiro. Notícia publicada no Interior do Avesso.

O primeiro-ministro trouxe um soundbite novo e as velhas acusações sobre o voto da esquerda contra o Orçamento do PS. Catarina Martins foi “incisiva” e “eficaz”, marcando os temas que faziam a diferença.

Para Catarina Martins, neste momento “toda a gente no país sabe que não teremos maioria absoluta, e o que conta para criar soluções é a Saúde e o Trabalho”. António Costa evitou responder a qualquer proposta e dramatizou a relação com a esquerda.

Bloquistas propuseram à RTP Internacional que se realizassem debates televisivos, mas a proposta não foi aceite.

As falhas de luz no bairro do Segundo Torrão na Trafaria, concelho de Almada, são recorrentes, tendo estado mais de três dias sem energia no final da última semana. A deputada e vereadora Joana Mortágua aponta: “as pessoas que ali estão têm de ter acesso a habitação com direitos".

O debate entre Catarina Martins e Inês Sousa Real foi marcado pela divergência irreconciliável sobre a possibilidade de apoiar um governo de direita, admitido pelo PAN e criticado pela coordenadora bloquista. O combate às alterações climáticas foi uma preocupação comum, mas há diferenças nas medidas concretas a tomar.

O debate entre Catarina Martins e Inês de Sousa Real, esta segunda-feira na RTP3, definiu-se pela ambiguidade do PAN face a propostas de políticas públicas à esquerda. 

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