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Porto: Bloco apresenta proposta para reabilitar e defender Coliseu

Rui Moreira e o governo quebraram os compromissos de reabilitação e passaram a apoiar a concessão do Coliseu do Porto a privados. O Bloco quer que as verbas para a reabilitação urgente se mantenham e diz que a autarquia não deve alienar a cultura “para privados como mero negócio”.
Coliseu do Porto em 2016. Foto de Joseolgon/Wikimedia Commons.
Coliseu do Porto em 2016. Foto de Joseolgon/Wikimedia Commons.

O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda na Câmara do Porto, Sérgio Aires, anunciou que irá apresentar na reunião pública do executivo, esta segunda-feira, uma proposta para a reabilitação do Coliseu da cidade que contraria a proposta de Rui Moreira, apoiada pelo governo, de passar a concessão para privados.

O partido manifesta “enorme apreensão” pela quebra dos compromissos assumidos por ambas as partes e defende que cabe ao governo “rapidamente concretizar” a sua parte do compromisso, que tinha avançado em abril do ano passado, no sentido da reabilitação do espaço e que passava por um investimento de 3,5 milhões de euros em conjunto com a CMP.

A autarquia deve também assumir o papel de “promover o interesse da cidade e da programação cultural” e não de “alienar para privados como mero negócio”. Assim, “não faz sentido que a cidade concessione umas atrás das outras as médias e grandes salas de espetáculos e não prossiga com a estratégia de cultura para o Coliseu que vem já do Porto 2001”, sublinhando-se igualmente que a atribuição da concessão a privados “não foi debatida nos órgãos municipais”.

O comunicado do Bloco de Esquerda do Porto critica Rui Moreira que “tem sido errático nas posições sobre o Coliseu (já teve todas, defendidas com a mesma convicção)” e também o Ministério da Cultura responsáveis por mudarem “repentinamente de posição e querem impor sem debate essa mudança, apressando-se agora a fazer o que há pouco mais de um ano diziam ser impossível e negativo: a concessão a privados para uma gestão comercial”.

Em alternativa, esta segunda-feira o partido avança com a proposta de retomar o debate instando a que se apresentem “soluções mais recentes, menos dispendiosas e passíveis de comparticipação por fundos comunitários”, devendo ser promovido um debate com a Assembleia Municipal do Porto.

Também parte das propostas é que se mantenha a disponibilização dos 1,8 milhões de euros que tinham sido anunciados para a “contratação imediata das obras”.

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