Reconhecer crítica e lucidamente quer os limites dos partidos políticos, quer os limites dos movimentos sociais, poderá significar não ampliar os atavismos e bloqueios mas, pelo contrário, potenciar os novos combates.
A alternativa política à esquerda emergirá de todas e todos quantos couberem numa aliança comprometida com uma oposição popular à intervenção externa, de uma ampla aliança pelo salário, o estado social e a democracia.
Caso este tratado passe nos parlamentos nacionais, será dada a machadada final na possibilidade de um governo usar a política orçamental para combater as recessões.
Nem foi preciso esperar pelo retificativo, o ministro Pedro Mota Soares apressou-se a apresentar um conjunto de alterações ao subsídio de doença e de maternidade que responde apenas a uma lógica: diminuir os direitos dos trabalhadores, poupar dinheiro aos cofres do Estado.
Todo o conteúdo do novo tratado europeu clama por uma revisão e emenda dos Tratados Europeus, garante último do poder (ainda que mínimo) dos parlamentos europeu e nacionais.
Depois da vaia monumental no congresso da ANAFRE, a manifestação de 31 de Março deverá afirmar a determinação de defender as freguesias “nem que seja preciso comer o Relvas”.