A cidadania, a democracia, a liberdade, estão a passar por aqui e a Esquerda tem que as saber agarrar. Já tirámos a Direita do governo não a vamos regenerar na Presidência.
Houve de tudo antes deste debate parlamentar: despedidas compungidas, anúncio de revisão constitucional, black-out de cenários todos estudados. Era tudo birra.
O que se espera do atual governo do PS é que possamos começar a alterar o ciclo das formas “flexíveis de emprego” e dos códigos de trabalho a favor do patronato.
A fuga ao Fisco, o "planeamento" ou "engenharia" fiscal não são exceções, são a regra na gestão diária das grandes empresas, e todos os anos significam milhares de milhões de euros de receita perdida para o Estado.
O final de 2015 abriu novos horizontes de uma vida melhor para os de baixo. No entanto, a submissão do Governo do PS aos ditames de instituições europeias e nacionais representam motivo de apreensão.
Cavaco acabou vencido, a dar posse em contragosto ao único Governo compatível com a nova maioria que saiu das eleições. Não sem amuos, recados e ameaças.
Está nas nossas mãos sermos cúmplices da dita normativização social ou dizer “já basta”. Nem cores, nem papéis, nem tópicos onde nos encaixamos desde crianças.