É fácil numa Região como a nossa [Açores] cultivar a inevitabilidade da pobreza, a ideia de que somos pequenos, sem riquezas naturais e de que como sempre fomos pobres, por isso, seremos para sempre pobres.
Parece estranho, habituados que estamos a pensar que o nuclear não é connosco, ainda para mais quando Portugal não tem nenhuma central. E no entanto, corremos perigo
Com a sua persistência, os estivadores conseguiram uma vitória, não só para si, mas em nome de uma ideia que não foi esquecida: já somos netos de Keynes, a exploração já não devia ser a norma, muito menos a "nova" norma.
Com o CDS no Governo, as pensões e os apoios sociais para idosos diminuíram ou desapareceram. Será que a Dra Assunção Cristas já não se lembra do seu próprio Governo?
O caso da violação coletiva de uma jovem no Brasil colocou, novamente, na ordem do dia o debate sobre a violação das mulheres – um crime terrível e que continua, por diversas razões, envolto em silêncios e muita tolerância.
A estranheza manifesta-se. Agora que todos já trocaram os argumentos públicos e privados, bem que se acabava com esta exaltação amarela. Mas não. É a cor do dinheiro e a procissão ainda vai no adro.
Mantém-se, pelos estivadores mas não só, marcada a Manifestação contra a Precariedade, dia 16 de Junho, às 18h no Cais do Sodré. Perante uma vitória, é preciso continuar a avançar.
O FMI está numa crise de identidade e quem lê o Jornal de Negócios não estranhará essa conclusão, que releio a partir de uma análise que publiquei recentemente (deixo a discussão do que se passa na União Europeia para outras núpcias).