A inexistência de políticas públicas abriu todo o espaço para que os principais atores na floresta passassem a ser os interesses ligados à indústria da celulose.
Como podemos ter programa de desenvolvimento, inovação, coesão, se a gestão dos setores estratégicos não obedece a qualquer lógica que não a da acumulação acionista?
Como todos os tabus com que não temos estômago para lidar coletivamente, o racismo institucional não é público o suficiente para que seja assumido como problema social. Mas existe.
Porque é que uma criança que chega a uma família por via da adoção tem direito a menos tempo com os pais do que uma criança que chega à família por via biológica?
O Governo propõe uma troca às celuloses: elas deixam o osso, as zonas menos produtivas do país, em troca do lombo, a zona litoral centro-norte do país,
Quem queira perceber as novas receitas de “emagrecimento” das empresas (isto é, de despedimentos em massa) encapotadas sob as mais criativas figuras legais, olhe para a PT/MEO. Está lá tudo, ou quase.
A criação da PPP do SIRESP não é um ato isolado. É integrado na agenda política da privatização das funções de vigilância e segurança no Estado. Veja-se o exemplo das Forças Armadas.
Há cem anos que as principais fortunas do país sobrevivem à custa do privilégio e da proteção do Estado. O livre mercado é o melhor discurso, mas só na altura de privatizar.