A Assembleia da República tem encontro marcado com o profundo anseio das gentes da região duriense de restauração da Casa do Douro. Pela parte do Bloco de Esquerda, o Parlamento não falhará.
Há uma vincada herança industrial que marca a irregular e heterogénea paisagem do concelho de Loures. Mas até a mais vincada das tradições tem de acompanhar a evolução dos tempos.
Um partido revolucionário tem que viver não só das ideias, das propostas, dos programas, muitas vezes falíveis, mas essencialmente da forma como lá se chega.
O direito à habitação, um dos direitos constitucionais mais maltratados no nosso país, tem sido ameaçado pela combinação explosiva de quatro dinâmicas.
A Galp alicia os trabalhadores dizendo-lhes que, sobre parte do seu salário, pagarão menos impostos e menos contribuições para a Segurança Social. A novilíngua empresarial é de uma criatividade sem limites, assim como a falta de ética.
Dois anos e meio de “geringonça” e na reta de lançamento para o ciclo eleitoral de 2019, os equilíbrios constituídos dão mostras de alguma erosão e deixam margem para uma certa imprevisibilidade.
O projeto político iniciado no 25 de Abril de 1974, alicerçado em políticas de igualdade, liberdade e fraternidade, deve continuar a ser a matriz sobre a qual tecemos a nossa vida coletiva.
“Nunca tive problemas com os minutos. Mas, agora, é de mais, não consigo...” Estas palavras ouvia-as, há poucos anos, a uma trabalhadora de uma fábrica de componentes electrónicos.
Lembrar o 25 de Abril e o processo revolucionário, é recordar a atualidade das suas aspirações: a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. Tudo dimensões da liberdade, de que tanta gente continua privada.