As trabalhadoras da Cofaco fizeram um dia de greve para reclamar a progressão na carreira profissional, a luta contra a desigualdade de género e a realização de um contrato colectivo de trabalho.
O Governo tem que escolher entre ser coerente com o seu próprio discurso sobre o primado dos direitos de todos ou com o dualismo entre imigrantes pobres e imigrantes ricos que a direita pôs na lei.
A melhoria do subsídio social de mobilidade é necessária. Mas aquilo que o governo da república se prepara para fazer não é melhorar o subsídio, é atirar a batata quente para as regiões autónomas.
Uma súbita alteração da política do Governo pôs todo esse trabalho em causa. Já se tinha percebido que o PS queria cristalizar as alterações à lei laboral do tempo da troika e defendidas por PSD e CDS.
Tendo-lhe endereçado um pedido de audiência, há mais de um mês atrás, sem que o mesmo tenha obtido qualquer tipo de resposta da sua parte, aqui me tem para trocar algumas palavras consigo.
O ministro da Educação confirmou à comunicação social o apagão total na carreira dos professores. No dia seguinte, António Costa desmentiu o ministro e explicou que se tratava de uma tática negocial.
Se me pergunta se o Governo está a provocar crises e crispações, a resposta é sim. Está, sabe o que faz e é mesmo isso que quer. É uma estratégia e está a ser seguida meticulosamente.
António Costa abriu o Congresso a puxar pelos galões de Esquerda do PS e fechou-o jurando combater a precariedade. Dois dias depois era apresentado um acordo com os patrões que deixa quase tudo na mesma na legislação laboral.
Se de facto o Governo quer levar a sério o que escreveu no seu próprio programa – a cultura é “um pilar essencial da Democracia, da identidade nacional, da inovação e do desenvolvimento sustentado” – tem de arrepiar caminho.