Negrão e Cristas, na sexta-feira na AR, revelaram a verdadeira opção da direita portuguesa: assume o discurso extremista, julgando prevenir uma fuga de eleitores semelhante à ocorrida noutros países.
Chega de fingir que vivemos num país onde não há racismo. Existe e é abafado e escondido para que se possa continuar a dizer que não existe, que tudo se resume a uns episódios pontuais.
O equilíbrio é a melhor folha de serviço que o Governo português pode prestar à democracia na Venezuela, assim como aos portugueses e luso-venezuelanos no país.
A extrema-direita tem uma agenda que varia de acordo com as coordenadas geográficas, mas há coisas de que nunca abdica. Exigir a reversão das leis que garantem direitos às mulheres é uma delas.
O Governo resolveu alterar uma tradução em boa hora pergaminhada, a da Declaração Universal dos Direitos do Homem, passando a chamar-lhe, vejam só a afronta, Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Termina este ano a experiência governativa mais ampla da 3ª República, onde houve mais forças políticas a apoiar um governo do que a opor-se a ele pela primeira vez após a revolução.
O fim gradual das propinas não só parece retardar a gratuitidade do Ensino Superior como não se justifica, dada a possibilidade do fim imediato das Propinas já no próximo Orçamento do Estado.
As reformas estruturais que necessitamos passam pela revalorização das funções sociais e económicas do Estado, pelo retorno à esfera pública de empresas estratégicas.
ANA e CTT, duas empresas públicas privatizadas pelo Governo de PSD e CDS. Ambos os processos foram apresentados ao país como um sucesso, o tempo revelou a podridão desta imensa farsa.