A igualdade de género está longe de ser assumida nas lideranças europeias. Mais do que um direito de igualdade total é usada como uma conveniência. Foi esse o caso aquando da decisão do Conselho de nomear Ursula von der Leyen para a Presidência da Comissão.
Hoje é um dia triste. E muitos outros assim o serão desde a noite de ontem. O futuro não é mais como era antigamente. A aposentadoria nas terras brasileiras foi, na prática, extinta.
Se se diz, e bem, “enquanto há vida há esperança”, também, com a mesma humanidade, poder-se-á dizer, mormente nestas circunstâncias limite, que só enquanto há um mínimo de esperança pode, verdadeiramente, haver Vida.
O balanço da geringonça faz-se tanto dos avanços como das dificuldades em acabar com a gestão privada na saúde, em combater a precariedade no código laboral, em investir nos serviços públicos.
Acabar com a pobreza e com as desigualdades sociais é a primeira condição para uma alimentação sustentável num quadro de respeito por um direito humano fundamental, que é o Direito Humano à Alimentação Adequada.
Há uma sabedoria ancestral que diz que, se quer conhecer o vilão, basta pôr-lhe um bastão na mão. O banco Santander pensa que pode ameaçar com o seu bastão e que ninguém repara.
O acordo sobre a Lei de Bases da Saúde é o final de um processo que durou ano e meio mas que valeu certamente a pena. A persistência do Bloco foi fundamental para espoletar a discussão e não permitir cedências aos interesses económicos que drenam os recursos do SNS.
No que respeita a Portugal, este relatório da OIT demonstra uma situação especialmente negativa. Em 2004, a porção de riqueza produzida que cabia aos trabalhadores portugueses era de 65,8%. Em 2017, foi de 54,5%.
O Parlamento aprovou recentemente o pedido de declaração de emergência climática. Não foi um ato simbólico porque a ameaça é real. Há hoje mais refugiados climáticos que de guerra.