Os territórios das desigualdades são profundos entre quem trabalha. Entre as várias lições a tirar da crise está seguramente a de não deixar nenhum trabalhador na mão, sem direitos dignos desse estatuto.
Dizia Marx que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa. É a esse triste espetáculo que assistimos na Europa neste momento fundamental.
A crise pandémica do Covid19 apanhou-nos de surpresa, impondo às famílias e aos serviços públicos essenciais uma pressão inesperada e desafios exigentes à economia e ao trabalho. Atravessamos uma crise sanitária, social e económica como nunca antes vivemos.
O estado de emergência em que vivemos tem esta natureza quase trágica de exigir comprometimento. Convoca inteligência, conhecimento, o descer à rua, à terra.
Indemnizar as concessionárias pela perda de rentabilidade causada pela perda do tráfego durante a crise pandémica é social e economicamente inaceitável.
O Governo anunciou um conjunto de medidas excecionais que enquadram o funcionamento deste último período letivo. Entre várias matérias, houve uma decisão importante sobre os exames nacionais e o acesso ao Ensino Superior.
Há uma parte do país, que se exprimiu nestes dias com exaltação e imensa boçalidade, para a qual a sociedade se divide entre a virtude e o vício, entre a humanidade e a barbárie.
Negar a existência de coisas que estão perante os nossos olhos, sejam as alterações climáticas ou uma pandemia viral, pode parecer simples loucura mas é uma escolha deliberada, consciente e política.
As medidas de bloqueio adotadas pela maioria dos países para conter a disseminação da covid-19, embora necessárias, têm graves consequências para milhares de mulheres que vivem em relacionamentos abusivos.
A crise económica e a queda da publicidade pode silenciar boa parte da comunicação social. O Estado deve lançar apoios de emergência, sob um critério claro: proteger a produção jornalística. O Bloco faz a sua proposta.
À insegurança causada pelo desenrolar da crise sanitária, o Estado tem de garantir que, num momento de grande fragilidade, o salário e o emprego não se esfumam de um dia para o outro.
Tentar impor aulas por computador pode deitar a perder o terceiro período. Para o fazer o melhor possível vai ser necessária sensatez. A sensatez que falta a muitos diretores escolares e que o governo deve garantir com regras claras.