Há 47 anos acordei cedo para ir para o Instituto de Agronomia, na Ajuda, Lisboa, onde estudava no 2º ano. Seria um dia como os outros, se não tivesse sido avisado na estação de comboios que estava em curso uma revolução.
Em 2021, queremos aprofundar essas liberdades: viver num país onde não temos que temer a discriminação e a violência e no qual o acesso à saúde, educação, habitação e trabalho com direitos são garantias inalienáveis. Só assim se é livre.
Já é tempo de retirarmos a cabeça da areia. Não foi para glorificar os crimes da guerra colonial que se fez o 25 de Abril! E quanto ao racismo, estrutural na sociedade portuguesa, já é tempo de fazer cumprir a Constituição de Abril!
Há bandidos que desistem por falta de condições objectivas para a realização do assalto, outros há que abdicam por nem se darem ao trabalho de fazer um estudo de mercado.
Atravessamos momentos difíceis, inimagináveis há bem pouco tempo. Afastados uns dos outros, limitados nos afetos e nos contactos sociais, na simples liberdade de movimentos. Aprendemos palavras novas, como pandemia ou confinamento.
Se há uma certeza no mundo financeiro, é que um escândalo nunca vem só. Depois da Archegos foi a vez da Greensill, dois estrondos monumentais nos mercados financeiros dos EUA e do Reino Unido.
Beatriz Pinheiro foi uma pioneira do movimento moderno de emancipação feminina em Portugal. Nascida em 1871, defendia causas como o direito das mulheres ao trabalho remunerado, ao salário justo, à educação e ao ensino.
Sem passar a entender a cultura como um dos pilares do Estado Social ao mesmo nível que a educação, a saúde ou a segurança social, estaremos sempre no campo dos remendos. Ou dos biombos.
Assistimos ao nascimento de um novo problema ambiental que ocupa milhares de hectares no Ribatejo: proliferam os projetos de enormes centrais solares na Azambuja, Cartaxo, Alenquer, Santarém, Chamusca, Rio Maior ou Benavente.
Ao abdicar do valor que o Estado, por direito, poderia arrecadar com a autorização deste negócio, o Governo faz uma escolha. Tal como em 2007, nesta história, até agora só a EDP e Manuel Pinho têm razões para sorrir.