Opinião

Tomás Nery

Ousar combater a extrema-direita sem colocar em causa o sistema económico, que a sustenta, é um erro que não nos podemos dar ao luxo de cometer.

Francisco Louçã

A promoção da desigualdade como pilar da ordem social conduziu as políticas das últimas quatro décadas, sob as bandeiras da globalização e da financeirização. O processo desembocou em crises explosivas, como a de 2008, mas nada que o parasse. Assim continuamos.

Pedro Filipe Soares

A “geringonça” valeu a pena pelas pessoas, mudou para melhor a vida de milhões e foi para isso que serviu, não para mudar a génese do PS ou de António Costa - só incautos poderiam achar que isso seria possível.

Miguel Guedes

O povo entregou a maioria absoluta ao PS quando o próprio já dela tinha desistido e enfraqueceu quem, nos últimos anos, garantiu políticas de Esquerda. A falsa bipolarização das sondagens foi uma falácia e um embuste que entregou a Esquerda do PS às mãos do fantasma absoluto da utilidade do voto.

José Maria Cardoso

O Bloco de Esquerda sofreu uma pesada derrota, inesperada na dimensão e imprevisível na implicação. Tal como é assumido o insucesso eleitoral, também é adotada a garantia de que a ação política será tanto mais combativa quanto necessária.

Francisco Louçã

Uma democracia de maior intensidade, com igualdade entre homens e mulheres e respeito por todos, escapar-se-á do universo paranóico das redes sociais e do poder algorítmico.

Joana Mortágua

António Costa foi muito eficaz a descredibilizar a solução que lhe deu estabilidade e a cadeira de primeiro-ministro durante seis anos mesmo estando em minoria.

Diego Garcia

O voto útil no PS em nome da estabilidade e do medo do regresso da direita levou à esmagadora vitória do PS. A pressão do voto útil, face às últimas sondagens que aproximavam o PSD do poder, levou a que muito eleitorado do esquerda votasse nos socialistas.

Fernando Rosas

Em Novembro, Boaventura Sousa Santos reconhecia, no jornal espanhol Público, que “os socialistas tão pouco quiseram negociar com o Bloco”, que “quando estão sós têm tendência a ir para a direita”, e que desejava que não tivessem maioria absoluta, porque, como dizia o Bloco, “o PS vira muito”. Pelos vistos não é só o PS.

Luís Lisboa

A maioria dada a António Costa, é um cheque em branco que mostra que não aprendemos nada com a governação de José Sócrates. Assim, nos próximos quatro anos, estaremos reféns de políticas que subsidiam o liberalismo.

Maioria absoluta para o PS, uma derrota para os partidos à sua esquerda, e uma direita minoritária e radicalizada. É este o resumo de uma noite eleitoral difícil para o meu partido, o Bloco de Esquerda.

O peso crescente das doenças crónicas e o reconhecimento da diabetes como uma prioridade requer mudanças sociais, estruturais e organizacionais. Este é o momento! É a Organização Mundial de Saúde que o diz, é a União Europeia que o reforça.