Opinião

Helena Pinto

Na quinta-feira passada o país estremeceu. Caíram, como uma bomba de estilhaços, as principais medidas do Orçamento de Estado para 2012.

João Ricardo Vasconcelos

As manifestações que amanhã ocorrerão em todo o mundo são apenas um exemplo de que esta crise também consegue despertar consciências e gerar desenvolvimentos com alcances dificilmente previsíveis.

José Maria Cardoso

Está na hora de mostrar que as pessoas não são descartáveis, não são acessórios de jogos bolsistas, não são artigo de transacção financeira. São pessoas.

Catarina Martins

Não há aumento de impostos e diminuição da despesa do Estado que compensem, num tão curto prazo de tempo, a recessão profunda desencadeada por esta receita de choque e pavor.

Os bancos (e outras espécies de bancos travestidos) foram em grande parte os responsáveis pela crise que atravessamos.

Tariq Ali

Os manifestantes estão a mostrar o seu desprezo pelos banqueiros, pelos especuladores financeiros e pelos seus mercenários dos média, que continuam a insistir que não há alternativa.

José Gusmão

Os aumentos no IVA (passados e futuros) ameaçam conjugar-se com o impacto do corte no subsídio de Natal, constituindo-se como um autêntico cabo das tormentas que, no final deste ano e início do próximo, muitas empresas não conseguirão atravessar.

Naomi Klein

“Porque estão eles a protestar?”, perguntam-se os confusos comentadores da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “porque vocês demoraram tanto? A gente estava a querer saber quando é que vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”.

Amy Goodman

O movimento de protesto “Ocupemos Wall Street” cresce dia a dia e estende-se a outras cidades dos Estados Unidos. “Somos os 99% que já não toleram a cobiça e a corrupção do 1% restante”, dizem os manifestantes.

Helena Pinto

Esta é uma pergunta retórica, sem dúvida, mas nos tempos que correm é um bom ponto de partida para analisar as políticas públicas de combate à pobreza no nosso país.

Podemos ver, passivamente, as coisas acontecerem. Mas podemos fazê-las acontecer com as nossas atitudes e acções.

Miguel Portas

A arrogância e a imprevisibilidade do “estilo Jardim”, popular na ilha, suscita no Continente reacções que vão do gozo ao desdém.