O governo prepara-se para construir mais nove barragens. Ao todo, serão gastos dezasseis mil milhões de euros com as barragens, podendo-se antecipar um aumento de 10% nas tarifas de eletricidade como consequência.
Todos conhecem a cena dos tempos de escola: o menino baixinho briga com o menino muito maior e grita para os companheiros: “Segurem-me! Segurem-me… Ou eu parto-lhe a cara!”
É o próprio Pacheco Pereira quem o reconhece: a estruturação dos sindicatos pode mesclar-se com estes novíssimos movimentos que fazem da rede um dispositivo de comunicação e uma metáfora de organização.
Pensem nas palavras que um veterano escreveu num cartaz que sustentava no alto da Praça da Liberdade: “É a segunda vez que luto pelo meu país e a primeira em que conheço o inimigo”.
Aconteceu numa quinta-feira de 1890. Eram cerca de 8 mil operários nas ruas de Lisboa, para defender uma coisa simples: uma jornada máxima de 8 horas de trabalho por dia.
Seria até interessante conhecer o “visto familiar” que o Conselho de Ministros produziu (trata-se de uma avaliação, nas próprias palavras do Governo) sobre o impacto do corte nos salários e nos subsídios em relação ao “estímulo à natalidade”.
A tentativa de mascarar de coragem e de músculo o que não é mais do que uma mostra de fragilidade só veio sublinhar a natureza caricatural que tem hoje a oposição do PS ao programa extremista da direita.