A ascensão do fascismo na Europa e nos EUA, assim como a reprodução de comportamentos autoritários pelos governos que pretendem impor às populações medidas de austeridade, são sinais de alerta.
Os homens que 'lavram' o mar estão habituados a lidar com o infortúnio. Isso é uma coisa. Outra coisa é o aproveitamento dum naufrágio para parangonas sobre um 'milagre' ou para enaltecimento dum autarca.
Passados dois anos sobre a cimeira de Copenhaga e a maior mobilização social de sempre pela justiça climática, os países mais poderosos insistem em adiar o acordo que evite a catástrofe anunciada para o planeta.
A inauguração do gasoduto que liga diretamente a Rússia à Alemanha, sem passar por qualquer outro país, é um evento decisivo do ponto de vista geopolítico.
A poeira da política da austeridade entranha-se nas vidas difíceis como uma tempestade de areia que vem transformar o território da maioria das pessoas, alisando-o, tornando-o monótono, árido, sem vida.
A força da greve de dia 24 de Novembro não pode ficar por aqui. Tem que continuar, dia a dia, mas terá, certamente, que ser chamada a comparecer nas ruas noutra grande mobilização de greve geral.