2016 será sempre lembrado pelos incêndios que assolaram o Funchal e por, pela primeira vez na sua história, Portugal ter um governo apoiado por uma maioria parlamentar à sua esquerda.
Os terceirenses, e açorianos em geral, terão de optar sobre que futuro pretendem dar à base das Lajes ou se preferem continuar dependentes do futuro que outros lhe pretendem dar.
Dia 19 de dezembro é a red line para os patrões tirarem as ilusões quanto a um acordo de concertação alargado que inclua aumento insignificante do Salário Mínimo Nacional.
Os apregoadores de que “vem aí o diabo, só não sei é quando” e os arautos do “só não vê a nossa bondade quem não quer” precisam uns dos outros para se justificarem.
Na famosa cena do filme “O Último Tango em Paris” estão lá as palavras da jovem rapariga “não e não”. E sabemos, agora, que não se tratou de seguir o guião, ela não sabia o que lhe ia acontecer.
Ou a mudança ocorrida em 2013 [na região autónoma da Madeira], se consolida e reforça a esperança de arejar o poder regional pela primeira vez, ou o mofo laranja volta a alastrar e a asfixiar.
Urge abrir um debate profundo sobre o financiamento do Ensino Superior Público e, consequentemente, uma alteração na política de propinas, no sentido de as eliminar de vez.