Com o chumbo parlamentar do decreto que reduzia a TSU às empresas que praticam o Salário Mínimo Nacional, foi decretado no comentário público o estado de “crise da geringonça”.
Na Finlândia, o RBI é usado não para prometer a bonança, mas para conseguir o empobrecimento dos desempregados e para baixar os salários dos empregados.
As afirmações do patrão-padeiro, enroladas em pensamento modernaço-liberal, indiferença e secura gritantes, são bem o espelho da actual concepção do mundo laboral.
A resposta das democracias à política de choque e pavor praticada por Trump joga-se sobretudo na não aceitação da normalização do estreitamento da democracia política e no combate pelos direitos todos.
Os sinais que nos chegam das mais altas instâncias do Estado português vão no sentido de continuar com o business as usual, tornando Trump apenas mais um inquilino da Casa Branca.
Que coerência existe numa política de contenção da expansão do eucalipto se ao mesmo tempo se abre uma generosa linha de apoio financeiro à indústria da celulose?
A despenalização é a única forma de acolher a livre escolha, a penalização é a imposição. A despenalização permite, a penalização proíbe. A despenalização não obriga ninguém, a penalização obriga toda a gente
A externalização da actividade das autarquias locais acaba por se traduzir numa transferência de responsabilidade política perante as populações relativamente à qualidade e eficiência das actividades externalizadas.
Trump é o personagem principal da história que se repete. Mas não cometamos o erro de acreditar que está sozinho em palco, a representar o seu horrífico one man show perante um Mundo que se indigna.