Nos últimos dias têm sido divulgadas imagens que denunciam a sobrelotação dos transportes coletivos na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Comboios cheios, autocarros a abarrotar. O distrito de Setúbal não é exceção.
Olhando para a tragédia que pode acontecer, será assim tanto pedir à comunidade internacional que, mesmo em tempos de pandemia, ponha os olhos na Palestina?
Ninguém se atreve a antecipar a dimensão da vaga de falências até ao final de 2020. Vai ser ela que irá determinar o nível de desemprego em 2020 e 2021.
Seria de esperar que se percebesse a importância do SNS, em contexto de epidemia e fora dele, e que o compromisso para reforçar meios fosse real e sério. Mas António Costa já nos habituou a fazer parecer aquilo que não é.
A pandemia tornou visível que não é possível cumprir as obrigações do Estado com a cultura com orçamentos mínimos, quase residuais, ou assente no princípio da transversalidade, colocando a cultura submissa aos interesses do turismo, por exemplo.
Qualquer aprendiz de “marketeer” sabe que o ódio não vende e que nenhuma empresa gosta de ver a sua marca associada a polémicas, discussões, ameaças, insultos ou agressões, mesmo que sejam virtuais.
Na 3.ª feira, dia 23 de Junho a Câmara Municipal de Torres Novas discute e decide fazer uma isenção de taxas a um promotor de uma grande superfície – neste caso o InterMarché. A isenção tem o valor de 93.863,34 (!!) (50% do total).
Defender a eleição direta dos presidentes das CCDR, para além de ser inconstitucional, legitimaria a política anti-regionalização do PS e PSD e alimentaria a nível regional o presidencialismo que já prolifera nas Câmaras e nas CIM.
O regresso ao passado pode até ser um apelo que ecoa dentro da cabeça das pessoas, mas não passa de uma ratoeira, explorando o medo para institucionalizar monstruosidades. Um regresso ao passado não garantirá travar nenhum dos problemas existenciais em que vivemos.
Se querem que “All Live Matters” não se esqueçam de que o racismo mata; que a violência doméstica mata; e que está nas mãos de todos e todas nós travarmos uma batalha contra isso.