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Manifestação contra poluição no Tejo a 4 de março

Perante o aumento da poluição no rio, o Movimento proTejo anunciou a realização de uma manifestação de protesto no dia 4 de março, junto ao cais de Vila Velha de Rodão, no distrito de Castelo Branco.
Movimento proTejo convoca nova manifestação para protestar contra a poluição do Tejo para 4 de março de 2017 em Vila Velha de Rodão
Movimento proTejo convoca nova manifestação para protestar contra a poluição do Tejo para 4 de março de 2017 em Vila Velha de Rodão

Fenómenos extremos de poluição no Tejo

À agência Lusa, Paulo Constantino, porta-voz do proTejo (Movimento pelo Tejo), declarou:

"Os fenómenos extremos de poluição que se têm verificado no rio Tejo e seus afluentes nos últimos dias justificam a realização desta manifestação popular de protesto e para a qual o proTejo convoca toda a população e comunidades ribeirinhas a participar numa demonstração de cidadania que visa travar as fontes poluidoras e salvar o rio Tejo".

O ambientalista acrescentou:

"As águas do rio Tejo estão negras, cheias de mantos de espuma branca e que consubstanciam casos de poluição extrema, devidamente fotografados e filmados por membros do proTejo e cidadãos preocupados. Não há vida nem ecossistemas que resistam a esta barbaridade, que configura um crime gravíssimo, pelo que exigimos do Governo que tome medidas imediatas relativamente às licenças de emissões poluentes das fábricas situadas em Vila Velha de Rodão".

Efluentes da Celtejo, “um preocupante foco de poluição do rio Tejo”

O Bloco de Esquerda já propôs a “redução da produção da Celtejo”, salientando que o governo , em dezembro de 2015, “identificou os efluentes da empresa Celtejo, em Vila Velha de Ródão, como um preocupante foco de poluição do rio Tejo” e destaca que “de então para cá, os sucessivos alertas, a confirmação pública das suspeitas sobre as fontes poluidoras e a persistência de fortes descargas colocaram definitivamente o problema na agenda política”.

Nas declarações desta quarta-feira 9 de fevereiro de 2017 à Lusa, o porta-voz do proTejo disse que "a origem do problema está bem identificada pelo Governo" e defendeu a "urgente e imediata revisão da licença de quantidade e qualidade de descargas de afluentes da empresa Celtejo, bem como uma maior fiscalização sobre as descargas dessa empresa".

O movimento proTejo já tinha divulgado uma carta aberta ao ministro do Ambiente, onde apelou ao ministro a que “intervenha no sentido de que sejam tomadas medidas para garantir que as emissões de efluentes da Celtejo para o rio Tejo estejam dentro de parâmetros que garantam o objetivo de alcançar o bom estado ecológico das suas massas de águas ao longo de todo o seu curso em território português”.

Quercus exige ao governo que atue firmemente

Também a Quercus anunciou que recebeu denúncias de cidadãos sobre graves descargas poluentes “com uma coloração acastanhada e com muita espuma à superfície, alegadamente com origem numa celulose em Vila Velha de Ródão”.

“A Quercus considera inaceitável a recorrência de crimes ambientais por parte de entidades infratoras e apela ao senhor ministro do Ambiente para retirar a licença de descarga de efluente e a licença de exploração, até resolução definitiva dos problemas que atingem o rio Tejo”, apontou a associação ambientalista em comunicado.

A associação apontou também que o relatório da Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição do Rio Tejo, propõe uma “redução do caudal e da carga orgânica poluente nos efluentes setoriais e no efluente rejeitado no meio hídrico pela Celtejo, por recurso à ampliação ou substituição da atual ETAR”.

A Quercus diz ainda que a Celtejo tem um projeto de investimento ao abrigo do Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial e Empreendedorismo para a introdução de inovações no processo de produção de pasta de papel ‘tissue’ e declara: “Isto significa que o projeto é financiado por fundos europeus, que no caso da Celtejo são 21,37 milhões de euros”.

 

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