A comunicação do despedimento aos 163 trabalhadores foi feita esta quinta-feira, com a empresa a dispensá-los de se apresentarem ao trabalho no dia seguinte.
“Só o Montenegro é que diz que a lei portuguesa é muito rígida e não dá para despedir”, afirmou ao Jornal de Notícias Justino Pereira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (SITE) - Centro Norte.
Yazaki Saltano: há mais de três décadas a explorar mão-de-obra jovem
José Carlos Lopes
A Yazaki Saltano justifica o despedimento com a necessidade de “assegurar a viabilidade das operações em Portugal e reforçar a capacidade de angariar novos projetos” e as “exigências acrescidas para manter a sua competitividade face às atuais condições de mercado”.
O sindicato contactou os Ministérios da Economia e do Trabalho e defende “que lhes competia fazer algum trabalho no sentido de procurar uma solução”. O próximo passo será a negociação com a empresa e a DGERT para tentar reduzir o número de despedimentos. Em julho, a empresa começou por anunciar o despedimento de 364 trabalhadores, mas no final do processo 60 conseguiram manter o posto de trabalho.