Sete meses depois do despedimento coletivo de 304 trabalhadores, a empresa de componentes elétricos para automóveis anunciou o despedimento de mais 163 pessoas.
Em maio, a empresa de Joane tinha despedido já 123 trabalhadores. Depois de receber milhões do PRR, a Coindu justifica-se com um “declínio acentuado e prolongado das encomendas no setor automóvel”.
A Teleperformance despediu mais de 240 trabalhadores em Portugal de forma brusca, através de um vídeo gravado. José Abrantes, dirigente do SINTTAV, fala ao Esquerda.net sobre este processo.
Trabalhadores foram informados pelo CEO do ramo português da multinacional dos call-centers e ficaram logo sem acesso à rede informática. Delegações de Gaia, Covilhã e Lisboa estão abrangidas pelo despedimento coletivo.
A Câmara fechou um coletor do lavadouro de lãs que era foco de poluição há 24 anos. A empresa responde que assim terá de proceder aos despedimentos e haverá “graves consequências ambientais e económicas” na região.
Nos primeiros sete meses do ano registaram-se a 332 despedimentos coletivos, a grande maioria nas regiões do Norte e Lisboa e Vale do Tejo. Número de trabalhadores afetados até ao fim de julho supera o dos anos inteiros de 2021, 2022 e 2023.
Na sua página, a multinacional japonesa gaba-se de ter tido neste ano fiscal receitas consolidadas de 28 mil milhões de dólares. Quando Luís Montenegro visitava o Japão, enviou uma carta aos trabalhadores a justificar que a conjuntura económica implica este despedimento coletivo.
Há pelo menos outros mil trabalhadores com o emprego em risco nestes setores no Vale do Ave por as suas empresas enfrentarem processos de insolvência. Para além desta região, em Aveiro e Braga também se vive uma onda de despedimentos e falências pós-férias.
A empresa sediada em Évora apresentava-se como “um dos principais ‘players’ do mercado português” de tecnologias de informação e somava milhões em contratos com o Estado. Há dois meses de salários em atraso.
A direita pretende fazer desaparecer a obrigatoriedade da empresa apresentar provas ou ouvir as testemunhas pedidas pelos trabalhadores nos processos disciplinares com vista a despedimento por “justa causa” em pequenas e médias empresas. O PS já tinha tentado algo parecido em 2019 mas foi declarado então inconstitucional.
O Sindicato dos Jornalistas considera uma “ignomínia” que a administração tenha pedido para os despedidos continuarem a trabalhar sem garantia de salário e teme que prepare uma venda “a preço de saldo” dos títulos da empresa “sem “o inconveniente e o incómodo” de existirem pessoas a quem pagar salários e garantir direito”.
A Navigator pressiona o despedimento de 54 trabalhadores por protestarem, diz a União dos Sindicatos de Setúbal. A empresa teve 48,3 milhões de lucros no primeiro trimestre do ano e recebeu perto de 75 milhões de euros de fundos do PRR.
A SGL Carbon, um dos maiores empregadores do Barreiro, anunciou o encerramento da sua fábrica de materiais de carbono. Bloco quer intervenção do Governo para proteger os postos de trabalho.
A Snef Portugal dizia em janeiro que estava a correr tudo muito bem e referia um acréscimo de trabalho. Agora justifica o despedimento com a redução do volume de trabalho.
Entre janeiro e março, houve 161 processos de despedimento coletivo que envolveram 1.614 trabalhadores. Comércio e restauração foram os setores mais atingidos.
Multinacional despede 364 pessoas en Ovar. Bloco questiona Governo sobre alternativas para os trabalhadores e exige a criação de um Plano de Emergência Social para ajudar trabalhadores despedidos.