Em janeiro, a Snef Portugal Electricidade, empresa de quadros elétricos de Elvas, falava num “acréscimo de trabalho” e dizia que “estava tudo a correr muito bem”. Agora, avançou para o despedimento coletivo de sete trabalhadores, alegando “redução do volume de trabalho”.
A denúncia é da União dos Sindicatos do Norte Alentejano, que convocou para a próxima quinta-feira um protesto contra este despedimento à frente às instalações da empresa. A sua coordenadora, Ana Albergaria, em declarações à Lusa, explica que entre estas seis mulheres e um homem “há trabalhadoras jovens, que estão na empresa há menos tempo, com casas acabadas de comprar, trabalhadoras a quererem engravidar e que, agora, ficam com a vida num limbo”.
A empresa, acrescenta “é de capital francês, tem unidades em Portugal, Espanha e França”, e está instalada em Elvas “há mais de 30 anos”.
Na sua página no Linkedin, a Snef Portugal apresenta-se como dedicando-se à fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e tendo entre 11 a 50 funcionários, gabando-se da sua “rica trajetória de mais de 30 anos”e de “um legado sólido no setor industrial”.
Já o grupo internacional a que pertence é mais do que centenário, tendo sido fundado em 1905. Indica ter quase 13.000 mil trabalhadores e uma soma de negócios de 1,7 mil milhões de euros e com presença em trinta países.