Os vigilantes da Prestibel na Câmara Municipal de Almada não receberam o subsídio de férias, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas (STAD). Uma transmissão de estabelecimento da PSG para a Prestibel, ocorrida em janeiro, serve de pretexto para que ambas as empresas “empurrem responsabilidades”, denuncia o sindicato.
Em agosto, o STAD pediu uma reunião com a PSG, a Prestibel e a Câmara Municipal de Almada, mas relata que “o resultado desta reunião não poderia ter sido pior”. Ao ser confrontada pelo sindicato, a Prestibel informou que as duas empresas são associadas na Associação Nacional das Empresas de Segurança (AESIRF) e, como tal, a responsabilidade do pagamento do subsídio de férias é da PSG. A PSG também empurrou a responsabilidade para a Prestibel.
Trabalho
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“As duas empresas escondem-se uma com a outra e tapam-se com o contrato coletivo de trabalho/AESIRF para tramar os trabalhadores”, lê-se no comunicado do STAD. “Mais uma vez, os trabalhadores estão a ser seriamente prejudicados”. O sindicato diz que não resta outra via que não seja “denunciar as empresas fora da lei” e ir “para a luta pela defesa dos nossos direitos”.
O sindicato apela a que os trabalhadores metam o processo em tribunal contra as empresas e a câmara municipal, mas garante que a luta “não se limitará a uma ação jurídica”. O STAD reivindica a aplicação da lei neste caso e avisa as empresas: “ou se entendem e pagam o subsídio de férias devido aos trabalhadores, ou então vão ter uma ação forte e justa de luta do STAD e dos trabalhadores pelo pagamento do subsídio de férias”.
Ao que o Esquerda.net conseguiu apurar, a situação mantém-se ainda em setembro, não tendo os vigilantes da Prestibel recebido ainda o subsídio de férias devido. Dois dos trabalhadores que denunciaram a situação foram transferidos do local de trabalho pela Prestibel. Um deles foi transferido da presidência da Câmara Municipal de Almada para o Hospital de Setúbal, ficando colocado num local de trabalho a vários quilómetros de casa.