Trabalhadores de cantinas, refeitórios e bares concessionados em greve

26 de maio 2023 - 11:13

Esta sexta-feira, estes trabalhadores fazem greve contra atualizações salariais “miseráveis” e uma “retirada brutal de direitos dos trabalhadores promovida pela AHRESP.

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Trabalhadores de cantinas, refeitórios e bares concessionados em greve. Foto de CGTP.

Os trabalhadores das cantinas, refeitórios e bares concessionados decidiram fazer greve e uma concentração nacional esta sexta-feira como resposta às atualizações salariais “miseráveis” implementadas pela AHRESP, a associação patronal do setor.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro esclarece que apresentou àquela estrutura uma proposta de revisão do contrato coletivo de trabalho para 2023 que incluía “aumentos salariais de 10% na tabela salarial, com o mínimo de 100 euros para cada trabalhador”, a “criação de um regime de cinco diuturnidades com o valor 25 euros por cada diuturnidade” e a “atualização do subsídio de alimentação nas férias para 130 euros”.

“Sem mais aceitar prosseguir as negociações”, diz-se em comunicado, “a AHRESP unilateralmente atualizou” a níveis que consideram inaceitáveis. Para além disto, “respondeu à proposta sindical com uma proposta de retirada brutal de direitos dos trabalhadores: horários concentrados de 12 horas, polivalência de funções, transferências de local de trabalho, redução do pagamento do trabalho suplementar, redução do pagamento dos feriados, remissão para os mínimos do Código do Trabalho de muitos direitos, eliminação da atividade sindical, eliminação das condições de alimentação em espécie”, entre outras propostas.

Os trabalhadores contrapõem com a necessidade de criar um “prémio de 25% da retribuição para os trabalhadores que tenham horário repartido e para os trabalhadores que trabalham em regime de turnos”, do “trabalho ao fim de semana com um acréscimo de 25%” e de “um subsídio de risco aos trabalhadores das cantinas dos hospitais e estabelecimentos prisionais de 7% do salário”.

Pretendem ainda uma “redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais” e “25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores”.