O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) convocou uma greve para 19 e 20 de julho em resposta à recusa da administração de ir além do aumento de 2% ou 36 euros para este ano, um valor muito abaixo da inflação registada.
O coordenador do STIM, Albino Pereira, disse à agência Lusa que “as greves serão apenas de duas horas, no início de cada turno, exatamente para que a empresa perceba que os trabalhadores não se sentem bem com este aumento que foi aplicado”. Por outro lado, esse tempo será aproveitado para a realização de plenários, “uma vez que foi negado o direito a horas de plenário pela empresa”, alegando que o tempo de plenário já estava gasto este ano.
Esta será a primeira greve nas minas de Neves-Corvo desde 2017, com a lista de reivindicações a incluir também a revisão da segurança e condições de trabalho, as progressões na carreira, as anuidades, os subsídios de fundo, de transporte, de apoio escolar e à habitação, e os prémios de passagem à reforma. O STIM defende ainda a concessão de “mais um dia de compensação” aos trabalhadores das lavarias, a criação de um balneário para as mulheres “com condições dignas” e que os dias de Carnaval, Páscoa e aniversário sejam considerados feriados.
“No fundo, queremos que a empresa seja justa com aqueles que produzem, aqueles que dão corpo, a vida, o suor, para bem desta empresa”, frisou à Lusa o coordenador do STIM, lamentando a ausência de resposta da multinacional sueco-canadiana Lundin Mining, que detém esta mina que produz sobretudo concentrado de cobre e de zinco e onde trabalham cerca de 2.000 trabalhadores.