Lutas

Trabalhadores da Meo contra congelamento de salários

10 de abril 2025 - 11:21

Os sindicatos denunciam que a empresa tem tido lucros “acima do 800 milhões de euros e é expectável que o ano de 2024 supere os mil milhões de euros” mas recusa-se a aumentar salários de forma a fazer face ao custo de vida e “recuperar os anos de poder de compra perdidos”.

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Meo
Meo. Foto de Paulete Matos.

Em comunicado conjunto, os sindicatos representativos dos trabalhadores Meo consideram que a proposta salarial da empresa “não responde as necessidades económicas dos trabalhadores e não respeita os que, ao longo dos anos foram os obreiros de colocar a Altice/Meo como líder no mercado em todos os segmentos de atividade”.

SINTTAV, SNTCT, STT, SINDETELCO, SICOMP TENSIQ, FE e SINQUADROS reiteram a uma só voz a necessidade aumentos reais na sequência da primeira reunião de conciliação na DGERT, no âmbito do processo de revisão do acordo coletivo de trabalho, que aconteceu no passado dia 4.

Os sindicatos denunciam que, nos últimos anos, a empresa tem tido lucros “acima do 800 milhões de euros e é expectável que o ano de 2024 supere os mil milhões de euros”. Mas recusa-se a atribuir parte para “distribuição da riqueza produzida, para fazer face à inflação, ao custo de vida, recuperar os anos de poder de compra perdidos”.

Para estes, é necessário ainda corrigir as assimetrias salariais.

Por último, criticam a comissão negociadora da empresa que “em jeito de provocação, disse que os sindicatos não têm maturidade para entender os desafios que empresa enfrenta”. Estes esclarecem que responderam que “a maturidade dos sindicatos é para proteger os trabalhadores nos seus direitos, na valorização das carreiras, das funções, de aumentos reais dos salários para fazer face ao custo de vida e garantir um futuro para além da vida ativa”.