Trabalhadores da Auto Viação Feirense vão fazer greve em setembro

28 de agosto 2023 - 17:17

A paralisação pretende resolver o problema da descriminação dos trabalhadores contratados no Brasil e Cabo Verde. Há também reivindicações que dizem respeito ao conjunto dos trabalhadores como elaboração atempada de escalas, pagamento do trabalho noturno, suplementar e feriados em conformidade com o contrato coletivo de trabalho.

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Auto Viação Feirense. Foto da CGTP.
Auto Viação Feirense. Foto da CGTP.

A FECTRANS/STRUP anunciou a entrega de um pré-aviso de greve para o dia 7 de setembro que abrange todos os trabalhadores da Auto Viação Feirense. A paralisação irá decorrer entre as 03 horas desse dia e as 03 horas do dia seguinte.

Na base desta convocatória estão problemas que atingem especificamente os trabalhadores emigrantes oriundos do Brasil e de Cabo Verde e outros que abrangem todos os trabalhadores.

No caso dos primeiros, exige-se o “fim da discriminação em todas as vertentes particularmente no que respeita ao valor do salário base, na contabilização das horas extras e respetivo valor de cálculo, bem como do trabalho noturno e feriados”. Os sindicatos insistem que esses valores “têm de constar do recibo de vencimento com os respetivos descontos legais e serem pagos no mês subsequente à sua realização”.

Os trabalhadores pretendem também o “fim das ilegalidades”, indicando a existência de “descontos feitos aos trabalhadores, sem que se possa aferir a que se referem, o valor total, bem como o montante da quantia em divida em cada momento desde a contratação”.

Outras questões são transversais a todos os trabalhadores como a “elaboração atempada das chapas de serviço e escalas, com os serviços discriminados, respetivos intervalos diários e tempos de descanso”, o “respeito pelo tempo de preparação da viatura no início do serviço”, o “pagamento do trabalho noturno, suplementar e feriados em conformidade com o contrato coletivo de trabalho e “respetivos descontos legais bem como pagamento no mês subsequente à sua realização”, a “atribuição de salas nos locais de trabalho com condições para guarda dos pertences dos trabalhadores”, a “possibilidade de tornarem urna refeição ou poderem descansar enquanto aguardam serviço ou no intervalo diário”, o “aumento do subsídio de refeição” e a “redução do intervalo diário”.

Para os sindicatos, a empresa “não pode estar acima da lei, pelo que tem que cumprir as convenções coletivas” e “reconhecer, é necessário corrigir e pagar o que é devido aos trabalhadores”.