No decurso de uma reunião realizada este sábado entre o Sindicato dos Jornalistas (SJ), o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte), e o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) foi acordada uma jornada de protesto conjunta para todos os setores da empresa.
O protesto, “em modelo e data a definir com os representantes dos trabalhadores o mais breve possível, é uma forma de dar voz ao enorme descontentamento dos trabalhadores do GMG em face do anunciado despedimento de 150 trabalhadores, 40 no JN, 30 na TSF e 56 nos Serviços Partilhados, que passou a um processo de rescisões contratuais de 200 pessoas durante o primeiro de uma greve de dois dias no início do mês”, explica o SJ em comunicado.
A estrutura sindical refere que, face ao “descontentamento que tem vindo a ser manifestado, a revolta dos trabalhadores com o atraso no salário e com a falta do pagamento do Subsídio de Natal”, uma jornada de luta conjunta “é a melhor forma de dar expressão ao descontentamento com a atuação da Comissão Executiva nomeada em setembro pelo acionista World Opportunity Fund”.
“O protesto vai de encontro à vontade mostrada por trabalhadores de todos os setores do GMG em dar um sinal muito forte à empresa de que estão em desacordo com a intenção de despedir trabalhadores, enquanto se contratam assessores, consultores e diretores para os corredores das torres de Lisboa”, lê-se na nota publicada na página de internet do SJ.
Os três sindicatos vão ainda apresentar, na segunda-feira, participações junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), a alertar para a falta de pagamento do subsídio de Natal, cujo prazo terminou na sexta-feira, dia 15. No caso dos jornalistas, o GMG está em mora desde o dia 7, face ao estipulado no contrato coletivo de trabalho (CCT), tendo o SJ “tomado já idêntica medida”.