Sexta há protesto em Lisboa contra o bombardeamento de Rafah

15 de fevereiro 2024 - 20:19

Vários coletivos de solidariedade com a Palestina convocam um protesto em frente à embaixada israelita entre as 12h30 e as 13h30 desta sexta-feira.

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Sob o lema "All Eyes on Rafah", a Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina  convocou uma ação de protesto para esta sexta-feira, dia 16 de fevereiro, das 12h30 às 13h30 em frente à embaixada de Israel em Lisboa (R. António Enes, 16).

A convocatória desta "assentada-protesto" lembra que "após mais de quatro meses de um ataque genocida contra o povo palestiniano na faixa de Gaza, resultante até agora em mais de 27 mil pessoas palestinianas mortas e mais de 60 mil casas destruídas, o estado de Israel intensificou o bombardeamento das mais de 1,7 milhões pessoas forçadamente deslocadas em Rafah".

Os ativistas sublinham que "não podemos ficar quietos perante a impunidade israelita" e que a "cada dia torna-se ainda mais imperativo intervir para acabar com o genocídio do povo palestiniano e impor um cessar-fogo permanente".

Esta quinta-feira, numa rara declaração conjunta, os governos do Canadá, Nova Zelândia e Austrália avisaram Israel para "não seguir por este caminho" com consequências devastadoras de bombardear um local onde "simplesmente não há mais sítio nenhum para os civis fugirem". Para estes três governos, "não podem ser os civis palestinianos apagar o preço de derrotar o Hamas".

Na véspera, a conselheira especial da ONU para a prevenção do genocídio, Alice Wairimu Nderitu, afirmou por seu lado que o risco de atrocidades com um ataque militar a Rafah é "grave, verdadeiro e elevado". E o coordenador da ONU das operações de socorro, Martin Griffiths, alertou que uma ofensiva terrestre em Rafah "pode levar a uma matança em Gaza".