O CNS (Conselho Nacional Sírio), principal organização de oposição ao regime de Bashar Assad, criticou o veto da Rússia e da China neste sábado a uma resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU, classificando-o como "uma autorização ao regime de Damasco para matar".
A resolução, que foi vetada este sábado em Nova York, apoiava o plano de paz da Liga Árabe e pedia que o presidente sírio renunciasse ao cargo.
A rejeição da resolução ocorre no mesmo dia em que forças de segurança sírias lançaram uma ofensiva contra a cidade de Homs, com tanques, morteiros e artilharia, durante a madrugada.
Números iniciais falavam em 200 mortos, mas grupos ativistas reviram a cifra para 55 mortos.
Mohammed Loulichki, embaixador do Marrocos na ONU e único membro árabe do atual conselho da ONU, afirmou que estava profundamente "decepcionado" com o veto da Rússia e China à resolução.
A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, afirmou que o veto da Rússia e da China foi "vergonhoso" e mostrou que os russos e chineses "protegem um tirano".
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, criticou a proposta de resolução por ter medidas apenas contra Bashar al-Assad e não contra os “grupos de oposição armados”.
Manifestações
Manifestantes sírios saquearam a embaixada de seu país no Cairo, destruindo móveis e equipamentos e incendiando partes do prédio da embaixada durante a noite. Residentes sírios no Kuwait invadiram a embaixada no país durante a madrugada, rasgando a bandeira e ferindo vários seguranças. Em Londres, cerca de 150 pessoas atiraram pedras contra a embaixada síria, partindo vidros das janelas.