De acordo com um relatório divulgado esta terça-feira pelo Observatório sírio dos Direitos Humanos (OSDH), cento e onze pessoas foram mortas pelas forças de segurança sírias em Kafroueid, na região de Idleb, no noroeste da Síria. Entre os falecidos, encontram-se perto de uma centena de soldados desertores que tentavam fugir da cidade. Os restantes serão civis.
"Dezenas de civis, incluindo muitos ativistas, continuarão cercados pelo exército sírio em Kafruwed", adianta a organização.
O observatório avançou também com a informação sobre a morte de doze pessoas em Homs, no centro da Síria.
Esta nova onda de violência surge um dia depois de a Síria assinar um plano de paz com os países árabes.
O OSDH apela ao chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, que intervenha “imediatamente para pôr fim a um eventual massacre”, sendo que se espera um envio de observadores desta organização pan árabe para a Síria na próxima quinta-feira.
O ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Mouallem, já realçou, entretanto, que os observadores poderão “aceder aos chamados ‘hot spots’, mas não aos pontos militares sensíveis”.
Vários líderes do Conselho de Cooperação do Golfo já apelaram ao governo sírio para que este suspenda imediatamente a sua "máquina de mortes" bem como ponha fim ao banho de sangue e "suspenda todos os sinais de conflito armado".
Na segunda-feira, a Assembleia Geral da ONU também terá aprovado uma resolução condenando os abusos dos direitos humanos na Síria, onde a ONU estima que mais de 5 mil pessoas tenham morrido na repressão desde meados de março.
O presidente sírio terá, entretanto, introduzido no país uma lei que impõe a pena de morte a qualquer pessoa que forneça armas aos terroristas, segundo divulgou a televisão estatal síria.