A paralisação é convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL) e trata-se da 13ª paralisação que os motoristas da Rodoviária de Lisboa (RL) realizam, desde julho de 2021. A greve anterior teve lugar a 2 de maio passado.
João Casimiro, da direção do SITR, explicou à Lusa que a greve tem como objetivo exigir um aumento para 750 euros, para “compensar a subida do salário mínimo” - a mesma reivindicação das anteriores paralisações. O ordenado médio de um trabalhador da RL é de cerca de 700 euros (brutos), sendo o salário mínimo nacional de 705 euros.
Joaão Casimiro disse à Lusa que “neste momento só está marcada greve para o dia 01 de junho, não há greve ao trabalho extraordinário”. O dirigente do SITR disse que, desta vez, não foi apresentado um pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário “para a empresa não ter a desculpa que, havendo greves marcadas, era sinal de não querermos negociar” e acrescentou também que o sindicato não convocou mais greves, esperando que a empresa volte à mesa de negociações.
Os trabalhadores da RL reivindicam ainda a atualização do salário dos restantes trabalhadores na mesma percentagem do que o dos motoristas, a atualização do subsídio de refeição nos mesmos termos percentuais do aumento do salário dos motoristas, a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas e a valorização da carreira da manutenção.
Em julho, a Rodoviária passará a integrar a Trnsportes Metropolitanos de Lisboa, que será detida a 100% pela Área Metropolitana de Lisboa (AML) e operará nos 18 municípios da AML. Atualmente, a RL opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira.