Centenas de pessoas começaram a juntar-se, a partir das 15h, junto à Câmara Municipal do Porto em protesto contra os despejos no Centro Comercial STOP. “STOP fechado, Porto Roubado”, “STOP a equipamento público”, “Por um STOP vivo e independente”, “A Cultura não tem STOP”, “O que fazer numa cidade onde só há cultura para inglês ver?”, “- turista, + artista”, “(re)START STOP” são algumas das frases que se leem nos cartazes exibidos na iniciativa.
Bruno Costa, presidente da associação Alma STOP afirmou, em declarações à SIC Notícias, que os músicos veem a proposta de Rui Moreira de reabertura de forma temporária e condicionada das lojas com “precaução”, porque não são suficientes medidas provisórias, é preciso “pensar no futuro”.
O dirigente associativo explicou que a proposta está a ser esgrimida não só entre as duas associações do STOP, mas também com não associados.
“Queremos ficar no STOP”, frisou, afirmando tratar-se de um “espaço emblemático”. “Queremos lá regressar, é a nossa casa”, continuou.
O presidente da associação Alma STOP congratulou o “mar de gente” que entretanto se começou a juntar em frente à autarquia.
Rui Guerra, presidente da Associação Cultural dos Músicos do STOP, reforçou, em declarações à RTP, que a proposta está a ser analisada, mas assinalou, à partida, que os horários “não são compatíveis”.
No que respeita aos pontos fulcrais a garantir, Rui Guerra apontou que é preciso garantir a abertura imediata das salas em “horários compatíveis” com as atividades dos músicos. De acordo com o dirigente associativo, “não poder descarregar equipamentos após um espetáculo é inconcebível”.
Pelas 19h30, irá ainda decorrer uma manifestação até ao centro comercial STOP.
Câmara aprova proposta do Bloco para manutenção do STOP como "pólo cultural"
Em reunião de Câmara realizada esta segunda-feira, o executivo aprovou uma das cinco recomendações da proposta apresentada pelo Bloco. O ponto 2, que prevê que a autarquia “assuma como prioridade a manutenção do Centro Comercial STOP como Pólo cultural, habitado pelos agentes culturais que são os seus atuais arrendatários e proprietários” foi aprovado por unanimidade.
O vereador do Bloco, Sérgio Aires, afirmou que, “pelo menos, houve unanimidade em considerar que o Stop é muito importante para a cidade”.
Sobre o recuo de Rui Moreira, Sérgio Aires afirmou que “ficou provado” que “não havia necessidade” da Polícia Municipal ter encerrado as lojas.
“Quando [Rui Moreira] alterou a sua posição, demonstrou que era possível fazer as coisas de outra maneira”, defendeu. Sérgio Aires considera que “não foram medidas as consequências” daquela ação e que os artistas e lojistas deveriam ser ressarcidos pelos custos que tiveram com a retirada dos equipamentos.