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PS, PSD e CDS chumbam propostas para reforçar direitos dos trabalhadores

Esta sexta-feira, PS, PSD e CDS chumbaram várias medidas que permitiriam reforçar os direitos dos trabalhadores, como a proteção dos contratos coletivos e o combate ao falso trabalho temporário. Chumbaram ainda várias medidas que permitiriam melhorar as condições laborais dos trabalhadores por turnos.

A desconexão do final da jornada de trabalho, a devolução dos 3 dias de férias cortados, o subsídio de referição igual no público e no privado e a avaliação do impacto das políticas na pobreza também foram chumbados.

Os deputados tinham criado um grupo de trabalho para discutir o regime do trabalho por turnos no final de 2017, mas as propostas do Bloco e as do PCP para reforçar os direitos destes trabalhadores foram todas chumbadas.

Assim, PS, PSD e CDS chumbaram ainda as propostas para limitar horários, aumentar os tempos de descanso e os dias de férias, exigir mais exames médicos, criar uma compensação salarial obrigatória e reduzir a idade da reforma dos trabalhadores que trabalham por turnos.

O Bloco propôs que o período normal de trabalho dos trabalhadores por turnos ficasse limitado a 35 horas. Esta proposta também foi chumbada.

“Lamentamos que no âmbito da maioria que existe entre o Bloco, PCP e o PS não haja qualquer abertura para qualquer consagração de qualquer direito” dos trabalhadores por turnos, “nem na área da saúde”afirmou José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, referindo-se às propostas que propunham a obrigatoriedade da realização periódica de exames médicos.

“Se era para chumbar tudo então para que é que andámos a perder mais de um ano em comissões? Para que é que andámos a criar expectativas?”, perguntou Soeiro.

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