“Não se pode permitir que as canções e as lantejoulas abafem ou desviem a atenção das atrocidades cometidas por Israel ou do sofrimento dos palestinianos. Não deve haver lugar para Israel no Festival Eurovisão enquanto o genocídio continuar”, afirmou.
A participação de Israel no festival da Eurovisão continua a ser condenada internacionalmente. Esta segunda-feira, foi a Amnistia Internacional a deixar clara a sua posição através de comunicado: “Não se pode permitir que as canções e as lantejoulas abafem ou desviem a atenção das atrocidades cometidas por Israel ou do sofrimento dos palestinianos. Não deve haver lugar para Israel no Festival Eurovisão enquanto o genocídio continuar”, defendem.
“Em vez de enviar uma mensagem clara de que há um preço a pagar pelos crimes atrozes de Israel contra o povo palestiniano, a EBU concedeu a Israel este palco internacional, mesmo enquanto este continua a cometer genocídio em Gaza, ocupação ilegal e apartheid”, afirma a secretária-geral da Amnistia. Para Agnès Callamard, a União Europeia de Radiodifusão “está a trair os valores do Festival Eurovisão da Canção, que incluem a liberdade contra a intolerância, o discurso de ódio e a discriminação. Está também a ignorar os protestos dos seus membros de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, que se retiraram do concurso devido à participação de Israel. Em última análise, a EBU traiu a humanidade”.
A Amnistia Internacional entende que a participação israelita no festival da Eurovisão oferece a este país “uma plataforma para tentar desviar a atenção e normalizar o genocídio que está a ser perpetrado na Faixa de Gaza ocupada, bem como as suas medidas no sentido de uma maior anexação de Gaza e da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e o seu sistema de apartheid contra os palestinianos”, violações repetidamente condenadas em tribunais internacionais e em resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU.