O fim das propinas no ensino superior está de volta ao debate político e para Joana Mortágua o que está em discussão esta sexta-feira na Assembleia da República “não é só uma taxa, é um modelo de financiamento e uma perspetiva de país”.
“O financiamento público do Ensino Superior é um fator de desenvolvimento do país e de justiça social. A democratização do acesso aos mais elevados graus de educação é uma obrigação constitucional do Estado”, frisou a deputada do Bloco.
Lembrando que “a longa luta do movimento estudantil e o empenho do Bloco de Esquerda e de outras forças políticas permitiram a redução das propinas”, Joana defendeu que “é tempo de retomar o caminho do fim das propinas”.
“As propinas e outras taxas abusivas são fintas à Constituição”, reforçou a dirigente bloquista.
Assinalando que “a condição económica não pode ser uma barreira de acesso à Educação”, Joana explicou que o Bloco propõe “um novo modelo de financiamento do Ensino Superior e da Ciência assente no princípio da justiça social, entendido no sentido de que ao Estado incumbe o dever de assegurar níveis de financiamento do ensino superior público que promovam a sua qualidade e progressiva gratuitidade”.
Nesse sentido, o partido prevê na sua proposta o fim das propinas nas Licenciaturas, Cursos Técnicos Superiores Profissionais e Mestrados Integrados já em setembro de 2024. E estipula que o financiamento público compensa as Universidades e Politécnicos por essa perda de receita. O projeto bloquista visa ainda a proibição das taxas abusivas e a fixação de um teto máximo nas propinas dos mestrados e doutoramentos.
“Mais uma vez, é tempo de repetir a propina dói! E não dói apenas aos estudantes, dói ao país!”, rematou a deputada bloquista.
O PS chumbou esta sexta-feira o projeto de lei do Bloco para o fim das propinas nas licenciaturas e mestrados integrados e teto máximo para mestrados e doutoramentos. A proposta contou também com a abstenção do PCP e da IL. pic.twitter.com/6jFyVkhWhF
— Bloco no Parlamento (@GPBloco) April 21, 2023
O PS chumbou a iniciativa e o PCP e IL abstiveram-se.