Precariedade

Professores do Ensino Artístico “são invisíveis para o ministro”

18 de março 2026 - 12:58

Terça-feira houve mais um protesto dos docentes do Ensino Artístico das escolas António Arroio e Soares dos Reis que há anos lutam contra a situação precária em que se encontram. Mas o ministro Fernando Alexandre diz desconhecer o que se passa.

PARTILHAR
Protesto na escola António Arroio
Protesto na escola António Arroio. Foto Fenprof

O protesto juntou em Lisboa e Porto dezenas de professores que continuam com vínculo precário apesar de reunirem condições de vinculação. A razão é a falta de um grupo de recrutamento para cerca de duas centenas de professores que dão aulas de Fotografia, Cinema, Multimédia, Design de comunicação, Cerâmica, Ourivesaria ou Design de produto, entre outras, nas escolas António Arroio em Lisboa e Soares dos Reis no Porto. À porta de ambas ambas as escolas, os professores aderiram a este protesto na terça-feira.

Protesto na escola António Arroio
Protesto na escola António Arroio, em Lisboa. Foto: Fenprof

Um diploma aprovado em 2023 previa a realização de um concurso extraordinário e a criação de um regime de recrutamento e a criação de habilitações profissionais para a docência nas áreas das artes visuais e dos audiovisuais. Mas muitos docentes continuam à espera da criação dos grupos de recrutamento então prometidos.

Protesto na escola Soares dos Reis
Protesto na escola Soares dos Reis, no Porto. Foto: Fenprof.

Desde então a Fenprof tem insistido na resolução do problema, também com este ministro, que já recebeu seis ofícios da federação sindical, sem ter respondido a nenhum deles e esteve presente em reuniões onde o tema foi levantado. Daí a indignação da Fenprof ao ouvir esta terça-feira Fernando Alexandre dizer aos jornalistas que desconhecia a situação dos docentes em protesto.

“Talvez seja uma nova modalidade de “trabalho em contexto de invisibilidade administrativa””, ironiza a Fenprof, relembrando as palavras da ministra da Administração Interna entretanto demitida após a depressão Kristin.

Em comunicado, a Fenprof lança a pergunta: “se os protestos e ofícios não chamam a atenção, o que fará com que o Ministério, finalmente, note que os problemas e as injustiças gritantes existem?”.