No Mercadinho da Margem Esquerda, em Coimbra, um mercado de produtores locais e que junta os produtores com a ciência, Catarina Martins falou com produtores, investigadores e consumidores que apesar da chuva acorreram ao local na manhã de domingo.
A visita serviu também para destacar um tema que tem estado ausente da campanha, mas bem presente na atualidade da vida das pessoas e que há poucos dias foi notícia com os últimos dados do Eurostat sobre aumento dos preços da habitação na Europa. “Portugal volta a ser dos países onde a habitação mais sobe e já somos recordistas do país onde é mis difícil arranjar uma casa com o salário que se ganha”, registou Catarina.
Ao mesmo tempo, recordou a candidata, “foi aprovado na generalidade por toda a direita um diploma que dá uma borla fiscal a rendas que dizem moderadas e que podem ir até 2300 euros”.
“Fiquei chocada quando vi o ministro das Finanças a dar um exemplo de uma renda baixa: disse mil euros”, prosseguiu Catarina, concluindo que “o Governo acha que uma renda baixa é uma renda maior do que o salário mínimo nacional”.
Para a candidata presidencial, a crise da habitação “é uma questão de regime”, pois “as pessoas têm de poder ter acesso a habitação com os salários que ganham”. E como a nova lei vai muito provavelmente chegar a Belém no próximo mandato presidencial, Catarina desafiou os restantes candidatos a aproveitarem os últimos dias da campanha para dizerem o que fariam.
Pela sua parte, Catarina anunciou “a certeza de que travarei qualquer diploma que diga que uma renda moderada são 2.300 euros”.
“É preciso uma Presidente da República que seja travão de emergência aos preços da habitação”, defendeu a candidata, que à entrada ara a última semana de campanha promete “continuar todos os dias a mostrar bons exemplos do nosso país”, além de organizar “algumas sessões chamadas laboratórios para discutir ideias diferentes para o futuro de Portugal”.