Presidenciais

Catarina conta com “a força da esquerda com coragem para decidir”

10 de janeiro 2026 - 16:27

Num almoço com centenas de apoiantes em Lisboa, Catarina criticou os candidatos que trouxeram um "Montenegrómetro" para a campanha e apelou ao voto “pela esperança de quem trabalha, por quem faz este país”.

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Catarina Martins
Catarina Martins à chegada ao almoço que juntou centenas de apoiantes na cantina do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Foto de Marcos Borga/Lusa

A campanha presidencial de Catarina Martins teve este sábado o seu ponto alto com um almoço na cantina do Instituto Superior Téccino que reuniu centenas de apoiantes em Lisboa, incluindo os antigos coordenadores e candidatos à Presidência da República apoiados pelo Bloco de Esquerda. A campanha presidencial de Catarina Martins teve este sábado o seu ponto alto com um almoço que reuniu centenas de apoiantes em Lisboa, incluindo os antigos coordenadores e candidatos à Presidência da República apoiados pelo Bloco de Esquerda. Além da candidata intervieram o ex-candidato presidencial e dirigente da Solidariedade Imigrante em Beja, Alberto Matos, dirigente estudantil no Técnico durante a ditadura,  o coordenador bloquista José Manuel Pureza, o coordenador das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, Daniel Bernardino, e a atriz Joana Manuel, que também leu uma mensagem enviada pela deputada socialista Isabel Moreira.

No seu discurso, Catarina evocou Maria de Lourdes Pintasilgo para dizer que “a força da esquerda com coragem para decidir será determinante na primeira volta e em todas as voltas que o mundo der” e que “cada voto conta” no próximo domingo e já amanhã para quem votar antecipadamente.

Resumindo a primeira semana da campanha para as presidenciais, Catarina concluiu que “em vez de explicarem porque é que merecem os votos, os candidatos passaram a explicar porque é que merecem o carinho do primeiro-ministro”. Neste "Montenegrómetro" competem a carta de Cotrim de Figueiredo a Montenegro aos recados de Marques Mendes, da foto de Gouveia e Melo junto à estátua de Sá Carneiro até à certeza de Ventura que o falecido fundador do PSD estaria hoje no seu partido, passando por António José Seguro “a receber a bênção de Santana Lopes, o ex-primeiro-ministro que Jorge Sampaio demitiu”, Catarina contrapôs uma campanha com ideias e compromissos claros, porque “ser presidente não é pôr uma medalha ao peito, é trabalhar por Portugal”. 

“Amanhã e no próximo domingo esqueçam os candidatos do costume. Votem pela esperança de quem trabalha, votem por quem faz este país”, apelou a candidata, lembrando que foi a esquerda que evitou que esta campanha ficasse marcada pela “selvajaria e lama”, ao trazer para o debate temas como a saúde, a habitação e o trabalho.

Catarina Martins defendeu ainda que Portugal precisa de uma Presidente da República que “faça as contas a quem paga a fatura das decisões do Governo” e que tamanha a consciência de que “a renda e o preço da casa não podem ser impossíveis” para quem trabalha, a conta do supermercado “não pode ser um assalto” e a conta da luz “não pode ser tão alta que se passe frio em casa neste janeiro”.

Na reta final da campanha, a candidata prometeu continuar a mostrar “as lutas que os candidatos do costume querem esconder” e também os bons exemplos de iniciativas que puxam pelo país. “É esse o futuro que eu quero representar”, concluiu.