Está aqui

Nove museus para conhecer virtualmente

O isolamento social é a melhor forma de evitar novos contágios. Seguem-se, por isso, nove sugestões de visitas virtuais para quebrar a rotina e aguçar a curiosidade para futuras visitas ao vivo. Por Joana Louçã.

Com a pandemia do coronavírus, vários museus disponibilizaram visitas guiadas online, mas em muitos casos (até em alguns dos mais visitados museus à escala mundial), o acervo escolhido é muito reduzido ou a qualidade da interface deixa muito a desejar. E mesmo quando a visita virtual é melhor conseguida, a experiência física continua a ser incomparável.  Porém, o isolamento social é a melhor forma de evitar novos contágios. Seguem-se, por isso, nove sugestões de visitas virtuais para quebrar a rotina e aguçar a curiosidade para futuras visitas ao vivo:

  • Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian
    Este museu tem uma existência online muito completa, com visitas virtuais e várias explicações e mapas detalhados da exposição permanente, exposições temporárias e passadas, aos centros de pesquisa do Instituto, ao Smithsonian Castle e ao jardim de esculturas Hirsshorn. O museu norte americano contém mais de 145 milhões de espécimes e artefactos e as suas coleções “contam a história do planeta e são um registo da interação humana com o ambiente e com outros humanos”.
     

  • Afro Brasil
    Inaugurado em 2004 no parque de Ibirapuera (São Paulo) num pavilhão desenhado por Oscar Niemeyer, o museu Afro Brasil tem uma componente etnológica, artística e histórica. Tem um espólio de utensílios, pinturas, gravuras, fotografias, documentos e esculturas de autores brasileiros e estrangeiros, do século XV à contemporaneidade, focada nos temas do sagrado e do profano, do trabalho e escravidão, da história e memória. Online podem ser vistas exposições e é possível fazer uma visita pelos três andares do edifício.

  • Hermitage
    Um dos maiores museu do mundo, o Hermitage fica localizado em São Petersburgo, na Rússia. Fundado em 1764 por Catarina, a Grande, está aberto ao público desde 1852. Tem mais de três milhões de peças no seu acervo e a maior coleção de quadros existente, a maior parte da qual não está em exposição. A visita virtual é bastante completa e tem um mapa que permite navegar as salas infinitas do museu. Outra forma de “ver” este museu é assistindo ao filme “A Arca Russa”, de Alexander Sukorov. O filme tem um único plano sequência de 96 minutos, passa-se em 33 salas do museu, nele entraram mais de 2000 atores e três orquestras .

  • Museu Nacional de História das Mulheres
    Este museu norte americano é um museu online, embora esteja previsto que venha a ter existência física em Washington, D.C.. O seu objetivo é “pesquisar, colecionar e mostrar as contribuições das mulheres para a vida política, social, cultural e económica do país num contexto mundial”. Embora sendo muito focado nos Estados Unidos e a apresentação gráfica deixe por vezes a desejar, o site merece ser visitado. Tem exposições online, artigos e entrevistas, histórias orais e programas educativos. Cada mês é dada a conhecer a vida e obra de cinco mulheres fabulosas (Fab Five).

  • Museu Calouste Gulbenkian
    O museu lisboeta tem duas visitas virtuais: à Coleção do Fundador e à Coleção de Arte Moderna. Na primeira, podem ser vistas peças do Antigo Egito e do Oriente Islâmico e obras de artistas como Turner, Rembrandt, Rodin, Monet e Lalique. A segunda é uma das coleções de arte moderna e contemporânea portuguesa mais completas, com quadros de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Paula Rego ou Vieira da Silva.

  • MASP 
    O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (conhecido pela sigla MASP) foi desenhado pela arquiteta Lina Bo Bardi e tem na sua coleção de mais de 8 mil peças, entre as quais pinturas clássicas italianas e francesas, uma importante coleção de arte brasileira, africana e asiática. Podem ser vistas exposições online e uma visita à sala principal da coleção permanente do museu.

  • Museu van Gogh
    O museu dedicado ao génio holandês está localizado na Praça dos Museus, em Amsterdão. A coleção, inicialmente composta pelos quadros que nunca foram vendidos de Vincent (que apenas vendeu um quadro em vida), foi herdada pelo irmão, Theo. Theo morreu poucos meses e o seu filho, Vincent Willem, ficou com toda a coleção, que emprestou em 1925 ao Stedelijk Museum, até à construção do museu independente. O museu tem 200 pinturas, 500 desenhos e mais de 750 cartas de van Gogh. Tem exposições online e percursos por todos os andares do edifício.

  • Palácio e Jardins de Versailles
    Símbolo da monarquia absoluta de Louis XIV, o “Rei Sol”, é um do monumentos mais visitados de França e é considerado um dos maiores palácios do mundo, rodeado de 700 hectares de jardins e parques. A visita virtual divide-se em três partes principais: histórias do palácio, obras de arte vistas de perto e conteúdo nunca antes visto. O site não permite uma visão de conjunto do palácio, mas mostra vários detalhes e tem várias vistas a 360º. Os jardins, por exemplo, estão pobremente representados e há uma visita em realidade virtual para quem tiver o equipamento apropriado.

  • Capela Sistina
    Michellangelo, Rafael e Boticelli são alguns dos artistas que pintaram os tetos e as paredes da histórica capela no Vaticano. A Criação de Adão é o fresco mais conhecido, mas na visita virtual podem ser visitados também outros museus, a capela Niccolina e salas dedicadas a Rafael e à técnica chiaroscuro.

 

Sobre o/a autor(a)

Doutorada em sociologia da infância
Termos relacionados #FicaemCasa, Covid-19, Cultura
(...)