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"Não é com mais fiscalização e multas que o problema dos transportes lotados desaparece"

Bloco apresenta proposta para reforçar oferta ferroviária na Linha de Sintra e alternativas rodoviárias de transporte público. A deputada Isabel Pires afirma que a sobrelotação nos comboios da Linha de Sintra em tempo de pandemia exige medidas imediatas.
Linha de Sintra
Linha de Sintra

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda entregou um Projeto de Resolução que exige ao governo medidas urgentes para a Linha de Sintra, nomeadamente que “coloque, no imediato, em circulação todas as carruagens à disposição para a Linha de Sintra, bem como assegure que existem carruagens de reserva para essa linha suficientes para casos de sobrelotação ou outros problemas técnicos”. A iniciativa desafia o Governo a executar, "com urgência, um estudo para a reformulação das frequências dos comboios na Linha de Sintra, com foco para as horas de ponta onde se têm registado comboios sobrelotados”. 

Em declarações ao Esquerda.Net, a deputada Isabel Pires disse que “nas últimas semanas têm-se avolumado as queixas de utentes relativamente à situação dos transportes públicos, nomeadamente na Linha de Sintra. Num momento em que os números de novos infetados pela covid-19 se concentram em grande medida na região de Lisboa e, em particular, em alguns concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, são precisas medidas urgentes que respondam aos problemas que efetivamente existem, já que a narrativa unicamente da responsabilização individual não resolve o problema de quem tem, obrigatoriamente, que utilizar o transporte público e não tem condições para tal”. 

O Projeto de Resolução refere que “na Área Metropolitana de Lisboa movimentam-se milhares  de pessoas diariamente” e “se já havia problemas identificados na Linha de Sintra e na Linha da Azambuja, por exemplo, durante o estado de emergência (e até bem antes da situação de pandemia), eles intensificaram-se desde que a fase de desconfinamento começou”. O Bloco alertou “desde cedo para a necessidade de organizar muito bem a reabertura da economia porque isso teria, necessariamente, consequência de mobilidade”, mas a falta de respostas obrigou à apresentação deste projeto para debate no Parlamento. 

Isabel Pires frisa que “apresentamos este projeto porque consideramos fundamental o governo agir rapidamente sobre uma linha que durante anos teve vários problemas e na situação que vivemos tem que ter medidas rápidas para dar garantias aos utentes de segurança na sua utilização, algo que não neste momento não acontece. São precisas todas as carruagens possíveis ao serviço desta linha, é preciso que o governo estude uma possível reformulação dos horários e que, no imediato, garanta alternativas rodoviárias para fazer face a este momento mais complicado. Não é com mais fiscalização e multas que o problema dos transportes lotados desaparece, é sim com um reforço imediato dos mesmos”. 

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