A pré-campanha de Catarina Martins à Presidência da República passou esta quarta-feira pelo Hospital Beatriz Ângelo, onde está prevista uma estação da linha Violeta do metro ligeiro que deverá ligar Odivelas e Loures. A visita serviu para expressar preocupação com os sinais dados pelo Governo na nova reprogramação do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que retirou financiamento a esta e outras obras importantes para a Área Metropolitana de Lisboa.
“O Governo desistiu de 311 milhões de euros do PRR que eram fundamentais tanto para o Hospital Oriental de Lisboa, como para a linha de metro violeta, como para 14 mil vagas de creche, lar de idosos, apoio a pessoas com deficiência, apoio domiciliário”, afirmou Catarina, concluindo que “onde é mais preciso, o Governo não está a fazer”.
A candidata sublinhou também não ter ouvido ainda “uma palavra do Presidente da República sobre estes investimentos e o facto de o Governo estar a desistir”. E lembrou que “já em maio, quando houve a reprogramação do PRR, o Governo desistiu de boa parte da habitação que estava prevista. E agora está a desistir de um hospital”. Para Catarina, estes sinais deviam preocupar o país, a começar pelo inquilino do Palácio de Belém.
“Ministra da Saúde não tem credibilidade, mas o primeiro-ministro não se pode esconder atrás dela”
Questionada pelos jornalistas sobre os rumores da demissão da ministra da Saúde, a candidata presidencial reafirmou que a ministra “não tem credibilidade” para fazer as mudanças necessárias, “mas o primeiro-ministro também não se pode esconder atrás da ministra”, pois foi ele que prometeu há ano e meio o Governo “que ia resolver os problemas da saúde em 60 dias” e entretanto “só acrescentou problemas aos problemas”.
Catarina defende que é necessário “refundar o SNS e aproveitar o que tem de melhor - e tem muitas coisas boas e profissionais muito dedicados - e saber organizá-lo de outra forma para que possa responder a toda a população”.