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Misericórdias passam a ter assento na direção do lóbi pró-tourada

A União das Misericórdias Portuguesas, proprietária de boa parte das praças de touros em Portugal, vai passar a integrar a direção da Prótoiro. Em Viseu, jornalistas foram ameaçados durante a garraiada na ESAV.
Misericórdias Portuguesas continuam a lucrar com o sofrimento animal.

A edição deste sábado do jornal Público revela que a União das Misericórdias Portuguesas vai assumir presença na direção da Prótoiro, o lóbi da indústria tauromáquica portuguesa.

“Sei que este é um problema delicado, mas temos uma história e não podemos fazer de conta que ela não existe. Esta manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país”, afirmou Manuel Lemos, o presidente da União das Misericórdias.

A instituição promove este sábado uma corrida de touros em Estremoz, com o protocolo com a Prótoiro a ser assinado na arena antes do início daquele espetáculo de sofrimento animal.

Jornalistas ameaçados durante garraiada em Viseu

Na quarta-feira, realizou-se na Escola Superior Agrária de Viseu uma garraiada, que teve à porta uma vigília de protesto promovida pelo Bloco de Esquerda e pela Viseu Animal Save, com o apoio de várias associações.

A equipa de reportagem do Jornal do Centro foi impedida de fazer o seu trabalho dentro do recinto. Segundo o site deste órgão de comunicação, “dois repórteres foram impedidos de fazer o seu trabalho pelos estudantes. Quando questionados, os alunos insultaram, ameaçaram e dirigiram palavrões para a equipa. Apesar da autorização que chegou por parte da direção da escola, os estudantes mantiveram a sua atitude intimidatória”.

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