De acordo com um alto responsável do Governo de Israel, citado pela Reuters, "a guerra vai continuar no enclave palestiniano até que a fação islamista seja derrubada". A terceira fase da ofensiva à Faixa de Gaza consistirá numa campanha de ataques a ocorrerem nos próximos seis meses. Alguns dos soldados israelitas serão, entretanto, retirados de Gaza e poderão ser posteriormente mobilizados para uma eventual nova frente contra o movimento libanês Hezbollah. Já os reservistas serão desmobilizados.
Nos últimos dois dias, ministros do Governo de Israel defenderam uma ocupação permanente da Faixa de Gaza e o regresso dos colonatos que foram evacuados em 2004.
O nacionalista ultra-ortodoxo Bezalel Smotrich, responsável pela pasta das Finanças, afirmou no domingo que Israel "irá controlar a Faixa de Gaza de forma permanente, por forma a garantir a segurança".
"Isto será alcançado com uma presença permanente das forças de Israel e com o estabelecimento de colonatos judaicos, que são a espinha dorsal da segurança na Judeia e Samaria", frisou Smotrich.
Também o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, exortou à intensificação dos ataques e propôs um plano que visa a "emigração" de palestinianos para outros países, por forma a favorecer o regresso dos colonatos.
Ano Novo em Ramallah marcado por protestos
Milhares de palestinianos assinalaram o Ano Novo com uma manifestação massiva que teve lugar no centro da cidade de Ramallah em solidariedade com a Faixa de Gaza e exigindo o fim do genocídio israelita.
Os manifestantes exibiram fotografias e nomes dos palestinianos assassinados nos implacáveis bombardeamentos israelitas aéreos, terrestre e marítimo, e entoaram palavras de ordem denunciando os crimes da ocupação israelita e os seus massacres em curso contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza.
Em Ramallah foi também deixado um apelo à unidade nacional para enfrentar os crimes de guerra israelitas, e exortou-se a comunidade internacional a intervir urgentemente para pôr termo ao genocídio e garantir a proteção ao povo palestiniano.
A manifestação, realizada à meia-noite para assinalar o início do Ano Novo, foi convocada pelas forças nacionais e pelo movimento estudantil da Universidade de Birzeit.