O dirigente bloquista sublinhou que “o Bloco tem-se associado a todas as iniciativas em solidariedade com a Palestina” e fez referência às cerca de 17.500 vítimas, na sua larga maioria mulheres e crianças, que fazem com que Gaza seja “o maior cemitério de crianças do mundo neste momento”.
“Precisamos que os governos, nomeadamente o Governo português, ouçam o apelo das ruas mas também o apelo do secretário-geral das Nações Unidas. É preciso um cessar fogo humanitário imediato para travar o genocídio do povo da Palestina, mas também a colonização que prossegue a um ritmo muito acelerado na Cisjordânia”, defendeu Fabian Figueiredo.
O dirigente do Bloco destacou que “o Governo tem de passar da diplomacia das palavras para a diplomacia das ações”. “Tem de se fazer a Israel o mesmo que se fez à África do Sul do apartheid: boicotar, isolar, sancionar”, vincou.
Fabian Figueiredo assinalou que “o Estado português tem capacidade de ação no cenário internacional e tem de usar a sua diplomacia, liderar pelo exemplo e juntar a sua voz a todas e todos aqueles que querem parar esta mortandade”.
O Bloco quer levar a Tribunal Penal Internacional “os responsáveis militares e civis pelo massacre de dimensões inéditas nos nossos tempos” que está a ter lugar na Palestina.
“O que se passa é inaceitável, é um crime de guerra, é uma limpeza étnica. Não podemos ficar-nos pelas conversas de gabinete. É preciso ação, é isso que se exige ao Estado português”, enfatizou Fabian Figueiredo.
O dirigente do Bloco destacou também o papel de várias multinacionais que estão “a lucrar com este massacre e com a colonização da Palestina”, e reiterou que Portugal “deve colocar-se do lado do secretário-geral das Nações Unidas”.
Questionado pelos jornalistas sobre a situação dos reféns israelitas, Fabian Figueiredo frisou que a melhor forma de trabalhar para a libertação dos reféns “é alcançar a paz”.